Política (não) se discute

Desafio aceito!

Alexandra Galvão

Aceitei o convite do Jornal Agora para estrear como articulista com o tema POLÍTICA (NÃO) SE DISCUTE, e convido a todos a refletir, interagir e quebrar paradigmas. Com o objetivo de ampliar o debate em torno do tema ‒ e contando com o apoio e interação de diferentes pensadores e atores na efetivação de políticas públicas ‒, para essa primeira coluna escolhi o tema "servidor público: a função de servir à sociedade". 

Em 28 de outubro comemora-se o dia do servidor público. Por definição, os servidores fazem parte do grupo dos agentes públicos, que são todas as pessoas que exercem algum tipo de função pública. A atividade de um funcionário público é precisamente fornecer um serviço à sociedade. Eles trabalham para a comunidade, ou seja, para toda a população como um todo.

Pensando na estabilidade 

Garantido constitucionalmente, o servidor público possui o direito à estabilidade, que assegura uma certa permanência, considerando o correto exercício de suas atribuições e permitindo que os servidores resistam às ingerências de natureza política 

Acontece nas empresas

Vivenciamos uma revolução de serviços, na qual empreendedores estão sendo impactados por uma globalização de soluções e a digitalização de empresas em todos os ramos de atividades. As transformações ocorrem em modelos de negócios que não buscam apenas redução de custo mas, principalmente, uma inovação e aumento da eficiência e competitividade.

 

Interagindo com ideias I

“A performance de qualquer organização passa pelo desempenho e comprometimento entregue pela equipe de colaboradores. No setor público não é diferente, qualquer gestor depende dos servidores para alcançar resultados e atender bem a população.”                                                                  Luiz Angelo Gonçalves - presidente da CDL Divinópolis

E a pergunta definitiva 

 " O serviço público acompanha essa inovação?"

Para promover mudanças com impactos positivos que a tecnologia está provocando, torna-se necessário que os atores políticos corram para compreender sobre o que fazer para equilibrar, otimizar e tornar mais eficiente os procedimentos e entregar para o cidadão agilidade nos serviços públicos. 

Interagindo com ideias II

“Muito bem escolhido o tema para a coluna, pelo momento atual. Estamos às portas de escolher aqueles que deverão trabalhar a serviço da coletividade e que temos esperança que façam um bom trabalho. O eleitor não deve se esquecer que exerce um papel importante, que não se restringe apenas ao período da eleição. O eleitor é o mandante, e aqueles estão sendo eleitos são os seus mandatários. Ou seja, aqueles que são escolhidos para representá-lo deve compreender as necessidades e anseios daqueles que o escolheram, enfim, servir aquela sociedade que o elegeu. Cabe também ao eleito pelo voto inserir em seu projeto de governo o servidor público de carreira, fazendo com que ele se sinta verdadeiramente parte do processo, sentindo-se motivado e valorizado, e isso refletirá positivamente no seu trabalho de servir à população. Com a política que conhecemos hoje, o que aqui foi dito será considerado uma utopia, não obstante deveria estar na base de uma gestão pública, nós é que não estamos acostumados a encarar desta forma”, Sérgio Pereira - contador e diretor do Sincodiv.

Interagindo com ideias

“Precisamos de uma reforma administrativa no âmbito municipal. A atividade pública precisa ser moderna, utilizar a tecnologia da informação para agilizar processos e proporcionar serviços mais eficientes e baratos.  Assim, o orçamento do Município pode ser otimizado e teremos resultados melhores”, Leandro Souza - empresário e consultor de TI.

Interagindo com ideias IV

“O servidor público precisa, antes de mais nada, pautar suas ações na palavra “servidor”, e não considerar-se um funcionário público. Suas ações devem priorizar o bem comum, a compreensão e aspiração da população a respeito de seu trabalho ou das informações que presta à sociedade.

Como um bom desenvolvedor de softwares, o servidor deve colocar-se, em todas as suas ações e atividades, no lugar do “usuário”. Se o servidor tem a função de prestar informações, por exemplo, deve perguntar-se: “Como um cidadão, eu compreenderia essas informações?”, “Elas são realmente informações úteis à sociedade, ou apenas cumprem um papel burocrático?”.

Uma das maiores críticas que são feitas ao funcionalismo público refere-se exatamente a essa postura de burocrata, que apenas desenvolve suas funções de forma mecânica, sem uma postura crítica se elas poderiam ser aprimoradas e tornadas mais acessíveis à compreensão da pessoa comum. Se cada ato, ação ou trabalho desenvolvido pelos servidores públicos pautarem-se por essa visão de “como será compreendida pelo usuário”, a sociedade será muito beneficiada com serviços e informações que lhe serão de muita utilidade, o que poderá abrir espaços para o desenvolvimento”.                                                                                   João Cenzi – Instituto Censuk de Pesquisas

Entendendo o desafio 

O desafio do chefe de Executivo é exercer a liderança frente a aproximadamente quatro mil servidores, identificando habilidades, motivando a equipe, implantando indicadores para mensuração de resultado e garantir o equilíbrio econômico-financeiro.

Entretanto, o termo “reforma” ainda causa desconforto, dúvidas e insegurança. O uso de diagnósticos corretos é fundamental para que seja possível formular novas políticas, realistas e adequadas, de maneira sensata, e possíveis de serem implementadas. Afinal, a crise financeira dos municípios deverá reaquecer a agenda de reformas administrativas.

Alexandra Galvão é empresária e presidente da Associação Comercial e Industrial de Divinópolis (Acid)

alexandra@gemaquinas.com

 

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