Polícia prende estelionatário que fingia ser vendedor de loja em Divinópolis

 

Da Redação

Preso ontem em Piumhí, um homem, de 34 anos, deve ser encaminhado ao presídio Floramar hoje. Ele é suspeito de se passar por um vendedor da loja Ricardo Eletro, em Divinópolis, e vender aos clientes produtos por um preço bem abaixo do mercado. Após o recebimento do dinheiro, ele desaparecia sem realizar a entrega dos produtos.

Caso

Segundo a delegada Adriene Lopes, responsável pelo caso, diversas pessoas foram vítimas do golpe. Ele é suspeito de vender mercadorias e eletrodomésticos a preços extremamente baixos, prometendo a entrega em até 15 dias. No entanto, as mercadorias nunca foram enviadas.

— Ele se aproximava das pessoas e falava que era funcionário da empresa Ricardo Eletro e que, por este motivo, ele conseguia mercadorias a baixo custo, como eletrodomésticos, fogão, televisão, pegava o dinheiro e dizia que a mercadoria chegaria em até 15 dias. Em seguida, ele desaparecia — explicou.

Descoberta

As investigações tiveram início em outubro de 2018, quando três vítimas compareceram à Delegacia e denunciaram a extorsão. Durante as apurações, outros crimes cometidos pelo suspeito foram descobertos.

— Ele se passava por advogado e cobrava honorários das pessoas. Ele realmente cursou direito, mas não possui OAB e, portanto, não pode advogar. Este crime de estelionato se passando por vendedor foi aplicado em diversas cidades do Estado como Governador Valadares, Itaúna, Belo Horizonte, Divinópolis, dentre outros. Importante ressaltar que fizemos contato com a empresa que nos informou que esse suspeito não é e nunca foi se quer um terceirizado da empresa — explicou a delegada.

Outro caso

Outra prisão semelhante feita também pela Polícia Civil (PC), ocorreu no mês passado, quando foi preso Adriano Matos, investigado por fraudar o programa Farmácia Popular do Governo Federal, bem como credores, fornecedores, empregados e empresários em várias regiões de Minas.

A delegada Adriene Lopes disse ao Agora que o suspeito preso e outras duas pessoas, sendo uma delas identificada como laranja, atuavam na aquisição frequente de drogarias e, por meio destas empresas, aplicavam golpes simulando falsas vendas de medicamentos do Farmácia Popular. Alguns dos medicamentos são liberados pelo governo gratuitamente e outros com até 90% de desconto.

— O inquérito foi inciado quando tomei conhecimento, por meio de duas empresárias, ex-proprietárias do empreendimento, cujo nome fantasia é Droga Farma, situada na rua Goiás. Em julho de 2018, elas venderam o comércio a Adriano Matos Silva e seu suposto comparsa Leandro Carlos de Almeida. Foram realizados todos os procedimentos de transferência e registro da alteração contratual junto à Jucemg. A farmácia foi registrada no nome de Josias Alves Cunha, o laranja — explicou.

Farmácia Popular

A delegada relata que, durante o período em que estiveram na administração da farmácia adquirida na cidade, os investigados simularam vendas de medicamentos listados no Farmácia Popular, alguns gratuitos e outros com até 90% de desconto.

Foi apurado que, na simulação das vendas fictícias, eles utilizam nome e CPF de clientes da farmácia, os quais, na verdade, não adquiriram nenhum medicamento, sendo alguns já falecidos.

Além disso, eles fraudavam e adulteravam receituários médicos para receber do Ministério da Saúde os valores referentes às vendas de medicamentos que, na verdade, nunca realizaram.

— Com isso, causaram prejuízo a diversas pessoas, inclusive ao Governo Federal com a venda simulada de medicamentos que sequer adquiriram, já que não possuem notas fiscais da compra dos remédios que venderam. Adriano Matos foi levado para o presídio Floramar.

 Se condenado, ele responderá por estelionato. A pena imposta para este crime, segundo o art. 171, é a de reclusão de 1 a 5 anos, além de multa.  O mesmo caso do suspeito preso em Piumhí. 

 

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