Polícia ouve irmã de proprietária da RBH

Gisele Souto

Após ouvir um grupo de clientes da RBH que registrou ocorrência na Polícia Civil (PC), na última quarta-feira, 12, a delegada que está à frente do caso, Adriene Lopes, ouviu a irmã da proprietária da empresa. O depoimento durou cerca de duas horas e já foi anexado ao inquérito em andamento na PC. Há a possibilidade do pedido de prisão dos proprietários e o inquérito pode ser encaminhado à justiça ainda esta semana. A informação foi passada ao Agora por uma fonte que faz parte do processo, porém a PC, por enquanto, não confirma.

Ação

Os mesmos clientes prejudicados que estiveram na Polícia Civil na quarta-feira, 12, também foram ao Ministério Público (MP) na Promotoria de Defesa do Consumidor e, em reunião com o promotor titular, ficou acertado que nesta segunda-feira, 17, entrariam com uma ação cível pública contra a empresa. Porém, faltaram alguns documentos, por isso o procedimento foi reagendado para hoje. O objetivo é tentar resgatar pelo menos parte dos valores de alguma forma.

Empreendimentos

As investigações mostram que são três grandes prédios, num total de 80 apartamentos, comercializados e não concluídos: o Londres, Benfica e Paris.  Um está em fase de acabamento, outro com duas lajes e um terceiro somente na planta. Algumas pessoas vêm pagando de forma parcelada, outras, já quitaram todo o valor do imóvel, com preços que vão de R$ 50 mil a quase R$ 1 milhão.

Procurados

O delegado regional, Leonardo Pio, informou que o paradeiro dos proprietários é desconhecido e são procurados pela PC para prestarem os esclarecimentos. Segundo o delegado, comprovados os fatos, responderão por crime de estelionato.

— O prejuízo a princípio, chega a R$ 50 milhões, mas pode ser muito maior. O decorrer das investigações vai apontar o valor real — revela.   

Este montante já comprovado pela polícia se refere apenas ao prejuízo dos compradores dos imóveis, porém, acrescentando funcionários que não receberam e outras dívidas, o valor ultrapassaria os R$ 100 milhões.

Por meio de ligações e idas à sede, o Agora comprovou que a empresa, situada à avenida Divino Espírito Santo, Sidil, está de portas fechadas.

De acordo com funcionários, na última semana, a empresa fechou o escritório, demitiu funcionários e paralisou as obras sem nenhum comunicado oficial.

Origem

No site da empresa, que, inclusive, já foi desativado, conta sua história. Diz que foi fundada pela iniciativa de seus sócios que já construíam como autônomos desde 1998 com recursos próprios, estabelecidos no ramo da construção civil através de outra empresa do grupo desde 1996.  Fala também que a história da empresa é feita de méritos e conquistas, sendo especializada na construção de apartamento de alto padrão de qualidade. Além de Divinópolis atua também na região.

 

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