PM interrompe festa clandestina

Jovens se divertiam sem nenhuma proteção; Vigilância fez mais de 400 fiscalizações; cidade atingiu a marca de 200 mortes

Da Redação 

Dezenas de pessoas participando de festas clandestinas, sem uso de máscara e distanciamento, mais uma vez marcaram o fim de semana em diversos cantos do país. Divinópolis não ficou de fora dessas cenas lamentáveis descumprindo normas locais, e o pior: sem nenhum peso na consciência, visto a gravidade da covid-19 no momento. Na Cidade do Divino, a Polícia Militar (PM) foi ao Povoado 49 em apoio aos fiscais da Vigilância Sanitária, para averiguar informações de denúncia de aglomeração devido a uma festa. No local, cerca de 20 pessoas foram detidas. Um dos participantes portava uma bucha de maconha, conforme a PM. Todos foram conduzidos à Delegacia por descumprimento das medidas sanitárias.

E não parou por aí. Balanço do plantão fiscal da Vigilância mostra que foram realizadas 410 fiscalizações nos dois últimos fins de semana. Só neste último, fiscais fizeram 130 inspeções, com o registro de 100 infrações, sendo 94 de festas e aglomerações. 

Equanto, isso a cidade atingiu a triste marca ontem de 200 mortes em consequência da covid-19, dia em que foram confirmadas a perda de mais seis vidas.

Penúltimo 

Já no fim de semana anterior, de 15 a 19 de março, os fiscais realizaram 280 fiscalizações, que terminaram em 20 infrações registradas e oito interdições. Entre os estabelecimentos que foram alvo de infração estão: quatro lojas, a mesma quantidade de clínicas de estética, quatro lanchonetes/restaurantes, três bares, dois salões de beleza e outros como escola, academia, fábrica e construção civil. Quatro estabelecimentos de estética foram interditados, mais dois salões de beleza, uma loja e uma escola.

Improcedentes

O volume de denúncias improcedentes, 66 somente no último fim de semana, dificulta o trabalho da fiscalização. A maioria dessas denúncias, conforme a Prefeitura, se refere à “perturbação do sossego”, e não a aglomerações.

De acordo com a gerente de Vigilância Sanitária, Tatiane Freitas, os fiscais realizam fiscalização de denúncias que se referem às aglomerações de pessoas e/ou funcionamento irregular de estabelecimentos que descumprem os decretos restritivos relacionados à onda roxa. 

— Infelizmente muitas pessoas estão confundindo som alto com aglomeração. Uma denúncia improcedente faz com que a equipe de fiscais se desloque até um local em que não há aglomeração, e deixe de comparecer a um lugar que realmente está com aglomeração de pessoas — explicou.

 

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