PM fecha cerco a baderneiros e criminosos no Lago das Roseiras

Moradores afirmam que espaço turístico se tornou ponto de confusão regada a bebidas e drogas

Da Redação

Quem mora próximo ao balneário Lago das Roseiras, em Carmo do Cajuru, tem muito do que reclamar, e não é de hoje.  Apesar da bela paisagem do local, a perturbação do sossego tem sido uma constante em um dos principais prontos turísticos da região e muito frequentado por divinopolitanos. Moradores do local e quem tem casa lá para descanso de fim de semana afirmam que, há algum tempo, a diversão dos turistas que vão à represa tem causado bastante confusão por causa do volume do som e da prática de alguns crimes já relatados às autoridades de segurança. Mas a baderna causada por muitos que tiram a paz de quem quer apenas se divertir ou descansar está com os dias contados. 

O cerco começou a se fechar no último fim de semana, quando a Polícia Militar (PM) atuou na estrada que dá acesso ao lago e no próprio balneário. Em uma das ocorrências, os militares apreenderam dois adolescentes que trafegavam na via em atitude suspeita. Ao ser abordada, a dupla não soube explicar o destino da motocicleta. Mas, ao ser pesquisada a procedência, foi confirmado que se tratava de veículo roubado. Os dois foram apreendidos por ato infracional. 

Sem paz

Há pelo menos três anos, quando começou o intenso volume turístico, os moradores estão incomodados com as constantes brigas e desentendimentos regados a bebidas e drogas.

— Vemos aqui bagunça generalizada, alto som com músicas impróprias, cavalo de pau, uso de drogas e bebidas alcoólicas em excesso — relatou um dos moradores da região, que, por motivo de segurança, preferiu não se identificar. 

De acordo com a população da região, a situação, que se repete aos fins de semana e feriados, é um verdadeiro desacato aos moradores.

A reportagem apurou que o Conselho de Moradores do lago já oficializou alguns pedidos à Prefeitura, Secretaria Municipal de Trânsito (Settrans), Corpo de Bombeiros e PM. Algumas das solicitações foram atendidas, conforme eles, mas não resolveram o problema de perturbação do sossego.

— Se pudéssemos pelo menos aos domingos e feriados contar com esse policiamento ostensivo, com certeza em pouco tempo resolveríamos este sério problema e o Lago das Roseiras seria divulgado em nível nacional como polo turístico de Divinópolis. É muita beleza para não ser explorada pelos órgãos competentes. O turismo resulta em ganhos para o município — desabafa o morador.

Policiamento

Além dos dois adolescentes apreendidos por receptação, a polícia identificou inúmeros outros crimes praticados por frequentadores que vão ao local em busca de diversão. A ação policial que acontece aos fins de semana, e se intensificou neste último, tem amenizado a dificuldade enfrentada pelas pessoas aos arredores da represa.

— Nos fins de semana que temos a presença da Polícia Militar, a coisa muda um pouco de figura. A gente tem melhor sensação de segurança, além da certeza que não teremos briga ou som alto nos perturbando — disse uma moradora local, que também não quis se identificar.

A PM aposta no patrulhamento ostensivo para erradicar o problema causado pelos perturbadores. Segundo a corporação, ações conjuntas, como a deste fim de semana junto à Settrans, ajudam na diminuição de registros de delitos.

— A Polícia Militar já recebeu outras denúncias referentes à questão, neste sentido realiza policiamento preventivo durante os dias de semana e concentra especial atenção nos dias de maior incidência, nos quais atua com maior efetivo de força no sentido de prevenir e reprimir ações delituosas — comentou o tenente Daniel  Felipe Amaral.

Pareceria 

Dirigidos pelo comandante do 23° Batalhão da PM, coronel Rodrigo Teixeira Coimbra, oito policiais participaram da ação do último fim de semana. A Vigilância Sanitária foi outro órgão público que também esteve na investida.

— As práticas mais recorrentes são a perturbação da tranquilidade e sossego alheios às margens do lago, som alto e uso de substância entorpecente e bebidas alcoólicas — confirmou o tenente Daniel  Amaral.

Os moradores esperam que, com a ajuda do poder público e polícia, a tranquilidade volte a frequentar o local.

— Nós sabemos que todo mundo tem direito de vir aqui e se divertir, nós pedimos é que respeitem nosso direito ao sossego. Essa área aqui pode representar muito economicamente para a cidade e a gente precisa é manter este espaço fora do mapa da bandidagem — ressaltou a senhora que tem casa na região há mais de dois anos.

 

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