Plutocracia

CREPÚSCULO DA LEI – ANO III – CXIII

 

PLUTOCRACIA

 

Plutocracia é o Sistema político no qual o poder é exercido pelo grupo dos ricos. Consequentemente, essa concentração de poder nas mãos de uma elite econômica é acompanhada de profunda desigualdade de renda – pobreza – e baixo grau de mobilidade social”, ou seja, rico morre rico e pobre morre pobre.

O Brasil é um país plutocrático e os plutocratas que o governam investem incessante e pesadamente no aparato pseudo democrático que faz  iludir incautos grandiosamente, de tal sorte que a sensação é de “liberosis” – as pessoas realmente não se importam com isso – exatamente porque pensam que estão numa democracia.

A questão não se trata de qualquer censura à capacidade de alguns de se enriquecerem pelos seus méritos. Ao contrário, trata-se de ojeriza ao fazer riquezas à custa de sofisticados mecanismos de corrupção, os quais vão atuar contra a estrutura arrecadatória do Estado para transformá-la em catalisador desviante das verbas públicas, gerando riquezas poucas e misérias tantas.

Assim e assomados, os desvios e corrupções dos plutocratas sufocam a prestação socioeconômica do Estado – sequer pagam impostos devidos – fazendo surgir o flagelo das desigualdades. Como correlato ao “output” famélico, a estrutura do desvio se garante e se protege fazendo dotes em alimentar a policiologia seletiva que avança em desfavor dos mesmos famélicos, às vezes favelizando-os, às vezes encarcerando-os.

Corolariamente é necessário que os coliseus modernos atuem incessantemente, sikeirando, datenizando e ratinizando toda a atenção entorpecida pelos cânticos vulgares de “CPF cancelados”, uma desfigura de linguagem própria dos plutocratas para festejarem a morte do que eles chamam de “bandidos”.

Nessa linha de sucesso plutocrata em produzir órfãos de educação política mínima, esvai-se a ideia de comunidade e do pensamento coletivo. Como é possível pensar em “comunidade” na placidez que tudo vê e nada se faz? Onde está o ponto comum que organiza a reação em face da subtração de pensamentos e vidas?

Da mesma forma, como admitir a existência de “povo” em qualquer uma de suas dimensões, seja aquela dita constitucional que atribui a ele (povo) a risível fonte do poder, ou aquela trágica posição partidária do povo espraiado em berços de vitimização?

Ora, nenhuma destas contundentes “quaestios” está distante dos almejos exitórios da plutocracia e sua máquina de produzir ignorância, ignorância tão profundamente ajustada e implantada que anestesia e entorpece distopias, mesmo diante de qualquer assombro contra a comunidade (?), contra o povo (?) ou contra ninguém (?).

Como coliseu moderno plutocrata a serviço “panis et circenses”, o programa Big Brother Brasil destaca na sua alta efetividade. Enquanto o BBB ocupa páginas inteiras de jornais e revistas “stellius vulgaris”, a plutocracia faz por ocultar os constantes aumentos nos índices de custo de vida e nas taxas inflacionárias.

A gasolina e derivados do petróleo estão constantemente mais caros, como de costume já se opera, sem que nenhum plutocrata faça algum escândalo em algum posto de gasolina, fazendo questão de selfiar-se e postar como em tempos passados fazia-se.

Segundo os investidores plutocratas que agora comandam a Petrobras, os aumentos constantes são necessários para haver alinhamento com o mercado internacional. Os investidores chamam isso de “equilíbrio competitivo”, algo que também pode ser chamado de ganância pelo lucro em dólar. Esses plutocratas são mesmo danados (1).

Enquanto isso falta vacina e sobram gritos de megafone em via pública. Clamocracia do embuste? Esses plutocratas são mesmo danados (2).

 

 

 

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