Plano estadual de ferrovias contempla Divinópolis

Da Redação

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra), lançou, nesta quarta-feira, 14, o Plano Estratégico Ferroviário de Minas Gerais (PEF), em mais uma iniciativa para ampliar os investimentos em infraestrutura no Estado. Realizado em parceria com a Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras, o lançamento ocorreu no final da tarde, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. 
 
O PEF será composto por um portfólio de projetos para a implantação e operação de uma nova estrutura ferroviária em Minas Gerais, com priorização de projetos. Como ponto de partida, será construído um diagnóstico do atual sistema ferroviário mineiro, de forma a serem definidas estratégias e construído um plano de investimentos que atenda à demanda do setor e da população mineira. 
 
— Estamos falando de um conjunto de medidas estruturadas, racionalizadas para colocar Minas nos trilhos de uma vez por todas”, destacou o secretário de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais, Marco Aurélio Barcelos. “É importante não só fazer este mapeamento da infraestrutura existente, mas também levantar como ela se desenvolveria, a partir da avaliação da demanda de carga e de passageiros. Estamos pedindo uma projeção até 2035 — explicou. 
 
Coordenados pela Seinfra, os estudos contarão com a contribuição da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) - que vai patrociná-los e atuar como interlocutora junto às empresas do setor ferroviário e o Governo do Estado. A expectativa é de até 15 meses para a consolidação do Plano. 
 
Entre os temas a serem considerados destacam-se a construção do Ferroanel de Belo Horizonte e dos contornos ferroviários em Montes Claros, Juiz de Fora, Divinópolis e Itaúna; a adequação de ligações ferroviárias em diversas regiões do estado, como na Serra do Tigre; conversão de linhas férreas desativadas para uso por transporte urbano de passageiros; e a implantação de serviços de transporte ferroviário regional de passageiros. Outros projetos serão mapeados durante a elaboração do PEF.
 
— Sonhamos com o nosso anel ferroviário da RMBH, que liberaria 22 cidades que têm linhas hoje para termos transporte ferroviário de passageiros na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que é fundamental. É, sem dúvida, um momento histórico, é a possibilidade de termos a retomada ferroviária no Estado, que, sem dúvida nenhuma, melhoraria a economia de Minas — afirmou o presidente da Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras, deputado João Leite.
 
De acordo com o diretor-executivo da ANTF, Fernando Paes, o momento nunca foi tão favorável. No evento, ele apresentou um balanço do setor. Fernando destacou a importância de Minas Gerais, que tem a segunda maior malha ferroviária do país, pouco atrás de São Paulo, mas responde por 53% do minério transportado no Brasil e 23% de toda a carga geral. 
 
— Esse Plano tem tudo para dar certo e permitir que os mineiros pleiteiem, com a prioridade adequada, os projetos que devem receber investimentos – sejam recursos do Estado, do Governo Federal ou mesmo privados — disse.
 
O presidente da ALMG, deputado Agostinho Patrus, finalizou o evento abordando a disputa pelos bilhões de reais em investimentos decorrentes do processo de renovação antecipada das concessões ferroviárias, processo que está em andamento, conduzido pelo Governo Federal. Patrus destacou que o plano ferroviário será importante para Minas Gerais ter acesso a esses recursos. 
 
— Vamos lutar para que os R$ 6 bilhões (recursos estimados decorrentes da antecipação das concessões ferroviárias) sejam investidos 100% em Minas. O Estado não quer o recurso de outras federações, mas a antecipação das concessões das ferrovias que passam no Estado. O Plano vai mostrar as potencialidades do nosso estado, e vamos poder levá-lo a todos aqueles que possam financiar investimentos nessa infraestrutura — defendeu.
Comentários
×