Planejamento é indispensável para que o comércio cresça

 

Jorge Guimarães

O último ano foi, para muitos estabelecimentos comerciais em Divinópolis, a hora de dar adeus aos seus clientes e encerrar suas atividades, para voltar, quem sabe, em breve. Muitos dos que fecharam eram tradicionais, como no caso mais recente, da Padaria Divinópolis. Apesar da instabilidade econômica e política pela qual o país passou em 2018, manter um negócio nunca foi fácil. É preciso estar sempre se atualizando no mercado para permanecer nele, é a opinião de especialistas no assunto.

Porém, não são todos os empreendedores que conseguem manter suas empresas. E, com a crise, vem o desemprego, o que leva muitos trabalhadores a se arriscarem em montar seu próprio negócio. Se não houver um planejamento, e não conhecer o mercado, o empreendedor está começando pelo caminho errado e fadado a fechar seu negócio em um curto período, é o que mostram pesquisas.

Este fator, aliado à crise, tem sido o maior motivo fechamento de muitas empresas nos últimos anos. Muitas que não possuíam planejamento financeiro acabaram lacrando as portas. O planejamento financeiro é indispensável para que a empresa cresça saudável, e forte o suficiente para enfrentar uma crise.

Números

Em Divinópolis, segundo dados da Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg), existem 25.478 empresas em atividade no momento, dentre pequenas, micros e outras. Em 2018, foram dadas baixas 584 e, em contrapartida, foram efetivadas 818 formalizações, confirmando assim os números positivos na geração de empregos no decorrer do ano.

Gestão

Para o empresário Guilherme Vasconcelos, existem vários fatores para que tudo dê errado em uma administração empresarial.

 — Dentre as inúmeras causas, a primeira delas é a falta de planejamento para se ter um capital de giro, o que acarreta na falta de controle do fluxo de caixa, porque nem sempre o cliente paga à vista. De suma importância, também, seria que o empresário não deve misturar a pessoa física com a jurídica, o que quase sempre é um pecado mortal. Caso contrário, ele estaria sangrando sua empresa, e depois coloca a culpa no governo — avalia o empresário.      

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