PIB de Minas aponta retração com paralisação da mineração

 

 Pablo Santos

 O Produto Interno Bruto (PIB) em Minas Gerais tinha previsão de crescimento vigoroso em 2019, mas os efeitos da paralisação das atividades minerárias no estado vão interferir e a queda já é apontada como certa. Estudo da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) aponta recuo de 4% na produção destas riquezas neste ano. 

O levantamento da Fiemg considera três diferentes cenários no horizonte de três anos (2019-2021): “pessimista”, com a interrupção de 70% das atividades do setor, “otimista”, com a retomada gradual da mineração, e “atual”, marcado pela paralisação de aproximadamente 50% da produção minerária estimada para 2019. A atividade em algumas minas no estado foi interrompida após o rompimento da Barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho, em 25 de janeiro.

 Previsão

O cenário atual é de queda de 90 milhões de toneladas na produção de minério de ferro no estado, segundo a Fiemg. Caso esse nível de paralisação parcial da mineração continue até o fim de 2019, um dos reflexos é o recuo na projeção de crescimento do PIB mineiro que, no fim de dezembro de 2018 era de 3,3% e, em março deste ano, caiu para 0,8%. Essa revisão contempla os recuos de produção, massa salarial e as perdas de exportações, arrecadação tributária e empregos na atividade minerária e em sua cadeia de fornecedores.

Ainda de acordo com a Fiemg, o objetivo do estudo é mostrar para a sociedade a importância da mineração e como a paralisação do setor pode impactar o estado, econômica e socialmente.

— A mineração deve ser preservada, sem perder a segurança, tomando todas as precauções necessárias —afirma o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe.

Com a retração da produção de minério de ferro, outro risco apontado pelo estudo é a falta de matéria-prima em outros setores da indústria.

— Pode ocorrer a ruptura de abastecimento para as empresas, impactando os fabricantes de peças automotivas, de autopeças e fabricantes da linha branca — aponta o líder empresarial.

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