PF prende homem em Oliveira suspeito de aliciar crianças

Pollyanna Martins

A Polícia Federal de Divinópolis deflagrou a operação “Persuasão”, nessa quinta-feira, 28. Em nota, a PF informou que foram cumpridos dois mandados judiciais de busca e apreensão, e um mandado judicial de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de Belo Horizonte. Ainda conforme informou a Polícia Federal, as investigações começaram em fevereiro deste ano, após o recebimento de informações do órgão público americano U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) no Brasil.

De acordo com a PF, o órgão público enviou relatórios contendo extenso material de crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo a Polícia Federal, foram relatados inúmeros casos que indicavam possível abuso sexual e pornografia infantil, em tese, praticados pelo investigado, que reside em Oliveira. De acordo com a investigação, o homem criava vários perfis falsos na internet para convencer crianças e adolescentes a enviarem fotos nuas.

Para convencer os menores, o investigado teria se passado por uma adolescente, para conversar com crianças e convencê-las a enviarem as fotos. O homem teria ainda se passado por um “agenciador” de adolescentes que desejavam participar de um processo seletivo para jogar futebol na Europa. O investigado convenceu os candidatos a enviarem fotos nus, com a desculpa de que seria um teste físico a distância.

Conforme revelou a Polícia Federal, o homem teria se passado até mesmo por funcionário do Facebook para convencer pais ou responsáveis por crianças a enviarem fotos delas nuas. O investigado teria alegado que as fotos seriam utilizadas para impedir que as outras feitas pelos filhos, e já enviadas para os perfis falsos, viralizassem na internet. Segundo a PF, o próprio Facebook auxiliou na identificação dos perfis falsos criados pelo suspeito.

O homem foi preso e encaminhado para o presídio Floramar. A Polícia Federal informou que as investigações continuam e pessoas envolvidas no caso serão ouvidas. Os materiais apreendidos serão periciados. O suspeito pode pegar 18 anos de prisão.

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