Pesquisadores buscam alternativas para controle de águas-pés no rio Pará

Da Redação

Pesquisadores do Senai fizeram uma visita ao reservatório da Pequena Central Hidrelétrica Gafanhoto e entorno entre os dias 27 e 29 de agosto. A equipe irá conduzir o Projeto Gafanhoto, criado pela Cemig, que prevê a elaboração de um plano de manejo das macrófitas, espécies de plantas aquáticas presentes no reservatório.

 

A vistoria teve o objetivo de realizar o reconhecimento da área de estudo e a demarcação dos pontos para coleta do material a ser analisado, para planejamento das ações futuras.

 

— A proliferação excessiva de macrófitas compromete os usos múltiplos do reservatório e está estreitamente relacionada ao aporte de cargas de nutrientes disponível para as plantas. Esses nutrientes são oriundos, por exemplo, de esgotos urbanos não tratados e outras fontes difusas no entorno da represa. Entender e quantificar esses processos, aliados ao monitoramento da dinâmica populacional das espécies são etapas fundamentais para se propor medidas de manejoinformou a coordenadora técnica do projeto, Mônica Campos.

 

Entre outras ações, o trabalho compreenderá a aplicação de novas tecnologias para o controle das plantas no reservatório, como a descontaminação da água enriquecida por nutrientes e possíveis contaminantes por meio de “wetlands” artificiais. Esse sistema utiliza as próprias macrófitas como jardins filtrantes para remoção do excesso de nutrientes presentes na água. A integração das informações geradas neste projeto irá compor um plano de manejo de plantas aquáticas no rio Pará.

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