Pelo amor de Deus

Pelo amor de Deus 

O acidente ocorrido na BR-494 na última terça-feira, que deixou um morto e seis feridos, acende mais um alerta vermelho. Aliás, vermelho está repetitivo, chegou a vez do roxo e preto. Porque não é possível que as autoridades responsáveis continuem permitindo que tragédias como esta continuem se repetindo em um local sem uma infraestrutura adequada para o tráfego de veículos intenso na via. E não é por falta de conhecimento da situação, muito menos cobrança. Exemplo disso é o deputado Domingos (PSDB), que usou a tribuna da Câmara no mesmo dia para fazer um desabafo sobre suas cobranças feitas há anos para que haja pelo menos um projeto ou planejamento para duplicar a via. Enfatizou que salta aos olhos a falta de segurança no trecho e que, recentemente, foi à Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Belo Horizonte e pediu pelo amor de Deus, a providência, ao menos de sinalização, mas que nem resposta o órgão deu. Quem sabe com essa dura em nível nacional? 

Novo embate 

À medida que o ano eleitoral se aproxima, os embates em todos os níveis da federação aumentam – na verdade, a politicagem barata para ganhar prestígio junto ao eleitorado. O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), possível candidato à reeleição, vem enfrentando, desde o início do ano, dificuldades na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Nesta semana, ele voltou a falar sobre o assunto. Disse à rádio Itatiaia que fica desconfiado em relação a algumas atitudes dos deputados e que a Casa poderia fazer mais pelo Estado. Para ele, os indicadores de Minas melhoraram, mas muitas pautas importantes ficam travadas por falta de votação na ALMG. E olha que ele nem precisava falar. Só um cego não enxerga as manobras políticas pensando apenas nas urnas, aliás, um não, milhares de cegos que continuam colocando essas pessoas no poder. 

Queda de braço

A última queda de braço entre Zema e ALMG foi exatamente nesta semana, quando o governador solicitou, em ofício ao presidente da Assembleia Legislativa de Minas, Agostinho Patrus (PV), que o secretário-geral do governo, Mateus Simões, e a diretora-geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de BH, Mila Corrêa, continuem à disposição da administração estadual por mais tempo. Em julho, Patrus – era esperado, segundo bastidores políticos – notificou Simões e o Estado afirmando que a Assembleia iria requerer o retorno do secretário-geral aos trabalhos no Legislativo – ele é procurador concursado da Casa. Na época, Patrus argumentou, no ofício, que o Legislativo está sofrendo com falta de pessoal na área técnica por causa da concessão de aposentadorias e de servidores que já têm condições de aposentar. Agora, Zema solicitou formalmente que a Casa autorize a permanência de Simões e Mila Corrêa no Estado. Se o resultado for igual ao das duas primeiras disputas, a votação do projeto da Vale e do transporte fretado, não resta dúvida que o governo vai perder dois grandes profissionais. Ou seja, serviços importantes que deixam de ser prestados por vaidade política. Ou seja, políticos 7, população 1.

Máscara não

O prefeito Gleidson Azevedo (PSC) não quer máscaras, nem as de prevenção à disseminação da covid-19 nem as de Carnaval. Em entrevista nesta semana ao Agora, o chefe do Executivo declarou ver o uso de máscara (do vírus) como um item de escolha pessoal, cabendo ao cidadão decidir ou não usar. Até o momento, não há nenhuma determinação estadual nem municipal desobrigando o uso de máscara. No outro sentido, em clima descontraído ao som de samba, o prefeito, juntamente com a vice, Janete Aparecida (PSC), voltou a reforçar: Divinópolis não terá o tradicional pré-carnaval. Segundo Azevedo, agora é momento de trabalhar e recuperar a economia. A ver se o anúncio se manterá até o próximo ano, mais próximo à data. Parece minimamente complicada a fiscalização. Talvez o Executivo não ajude na estrutura ou na organização, mas quem impedirá as pessoas e os blocos de ocuparem as ruas? Novamente: parece cedo demais para definir a realização ou não da celebração que, inclusive, é responsável por movimentar a economia local, como bares da região.





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