Pautas que todos querem ignorar

Bob Clementino 

Há demandas urbanas que todos os candidatos à Prefeitura de Divinópolis preferem ignorar. Vou citar três: desabamento do cemitério do Centro, onde desde fevereiro restos mortais estão sobre os escombros; terminar o hospital público, colocando-o apto ao funcionamento; e sistema de tratamento de esgoto do rio Itapecerica. As últimas já elegeram dois prefeitos e, agora, se candidatos não tiverem soluções para elas, não devem sequer ter boa votação.

Janete, vice de Gleidson

O mandato de vereadora de Janete Aparecida (PSC) certamente lhe possibilitaria uma reeleição, mas ela optou por reforçar a chapa de Gleidson Azevedo, do mesmo partido, na condição de vice-prefeita. Toda eleição traz riscos políticos e Janete não escapa disso. Se a chapa dos Azevedo for vencedora, Janete pode até se credenciar a uma vaga para a Assembleia Legislativa em 2022 ‒ Cleitinho sairia para deputado federal ‒, mas, se perder, pode cair no ostracismo político até 2024. Um alerta: vice tem que ser discreto, porque é apenas perspectiva de poder, e Janete, embora tenha “Aparecida” no nome, deve deixar que Gleidson, candidato a prefeito, brilhe.

Difícil de entender

Um dos principais temas da eleição de 2018, a corrupção, com 4,3% de prioridade, é apenas o 6º assunto que mais importa para os eleitores, este ano, segundo o Paraná Pesquisa. A pandemia ficou em 10º, com apenas 2,2% das indicações.

Sugestão

Candidatos à Prefeitura de Divinópolis, uni-vos ao Dr. Rinaldo Valério, que não é candidato a cargos eletivos, mas está em adiantadas articulações com a assessoria de Zema, para que a Vale termine o nosso hospital público.

Simples assim!

Vereador, reeleição é colheita: vai colher o que semeou em quatro anos de mandato.

Eleitores, importante!

Candidatos à Prefeitura de Divinópolis: segundo últimos dados do IBGE, há 46.987 idosos em Divinópolis, números de 2017. Uma força eleitoral que tem pautas próprias e que deve compor os planos de governos de todos os candidatos.

Outro 

Eleitoralmente, considerando que os pets reinam na maior parte dos lares de Divinópolis, a causa animal deve constar da pauta de qualquer candidato à Câmara ou à Prefeitura, em 2020. Duvidam? A quantidade de pet shops espalhados por Divinópolis prova este amor dos eleitores pelos animais.

Pergunta que não quer calar

Será que os jazigos familiares das autoridades que devem buscar uma solução para o desabamento do cemitério Da Paz estão em áreas sujeitas a novos desabamentos?

Só isso

Se você não for votar e não justificar, pagará uma multa de R$ 3,50 .Os eleitores com mais de 70 anos não são obrigados a votar.

Vem aí o “Dia D” da cloroquina

Ministério da Saúde distribuirá kit covid-19 em todo o país.

O Ministério da Saúde vai realizar um “Dia D” de enfrentamento à covid-19 em 3 de outubro, abrindo Unidades Básicas de Saúde (UBS) para passar orientações sobre o “tratamento precoce” e medicar pacientes. Até esta data, a pasta planeja uma série de ações, entre elas a de levantar estoques e turbinar a distribuição de medicamentos do chamado kit covid-19 no país, que reúne cloroquina, hidroxicloroquina azitromicina e ivermectina.

Para bombar o evento, o Ministério espera que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) trate do tema hoje, durante sua live semanal nas redes sociais.

Amanhã, véspera do “Dia D”, o presidente ainda fará um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV para divulgar o evento.

O planejamento do “Dia D” foi apresentado em reuniões internas.

Candidatos,  o poder não corrompe, revela!

Segundo o filósofo indiano Osho Bodhidharma, “quando o poder vem às mãos das pessoas, todos os cães adormecidos dentro delas começam a latir. O poder se torna um alimento para elas, uma oportunidade de extravasar. Não que ele corrompa! As pessoas que o têm, em sua maioria, é que são corruptas”. E o indiano continua: “O poder em si é neutro, não é bom nem mal, vai depender do uso que se faça dele, da qualidade de quem o detém”. Então, candidatos, se forem eleitos e se entre vocês surgir um político corrupto, prepotente, autoritário, nós, eleitores, saberemos de antemão que não foi o poder que o corrompeu, mas, sim, “o cão adormecido dentro dele, que começou a latir”.

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