Pauta da Câmara tem três projetos

A princípio, nenhum polêmico, como o de terça sobre templos religiosos; discussão foi marcada por acusações e desistência de autor

Da Redação 

Os vereadores vão apreciar na reunião da Câmara na tarde de hoje três projetos. Um deles, de autoria da vereadora Lohanna França (CDN), dispõe sobre a vedação de nomeação para cargos, no âmbito da Administração Pública direta e indireta e na Câmara, de pessoas que foram condenadas por injúria racial e racismo.  No entanto, o encontro desta tarde não deve ser tão demorado, cheio de polêmica e troca de farpas, como o da última terça-feira, 2. Pelo menos, as propostas previstas para serem apreciadas, mostram isso. Na reunião de terça, os discursos foram marcados por indiretas, acusações e pedidos de direito de respostas. O principal motivo foi o projeto de autoria dos vereadores Flávio Marra (Patriota) e Wesley Jarbas (Republicanos), que define as igrejas, templos e instalações de celebração de missas, cultos e encontros religiosos como atividade essencial em período de calamidade pública. Na hora do discurso na Tribuna Livre,  Eduardo Azevedo (PSC) defendeu seu ponto de vista e chegou a afirmar que quem votasse contra a proposta não era cristão. Por sua vez, Edsom Sousa (CDN) retrucou o vereador, afirmando, de forma indireta, que havia hipocrisia em sua fala.

Discussão 

Após as falas acaloradas, Edsom Sousa pediu suspensão da reunião por cinco minutos para discussão da matéria no plenarinho. Ao retornar, os vereadores usaram a fala para colocar seus posicionamentos sobre o projeto. Alguns contrários, outros favoráveis. 

No fim, prevaleceu o pedido de vistas de Edsom, por sete dias. 

E o mais inusitado da tarde: o vereador e autor Wesley Jarbas voltou atrás e ficou contra a aprovação da proposta. 

O projeto 

Na justificativa do projeto, um dos  autores afirmou que a proposta visa à reabertura de igrejas e instalações para celebração de missas, cultos e qualquer evento religioso com objetivo de atender a população para seus momentos de fé e esperança, já que o atual cenário é delicado e exige saúde mental e fé em dias melhores.

— A maioria das pessoas exerce uma religião como forma de evolução pessoal, principalmente no que tange à sanidade psicológica. Entendo que, respeitadas às exigências de distanciamento e higienização, é possível, sim, a celebração desses eventos — explicou Flávio na justificativa.

A reunião teve a presença de pastores  e foi acompanhada por padres pelas redes sociais.

 

 

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