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Divinópolis está à beira de um colapso. A cidade vive desde o ano passado, os seus piores dias. A “Princesinha do Oeste” abaixou sua cabeça e, infelizmente, a coroa caiu. Os dias passam e a situação só piora. Depois de os professores da rede municipal entrarem em greve no início deste mês, por causa do escalonamento e atrasos dos salários, agora é a vez dos médicos da Unidade de Pronto Atendimento Padre Roberto (UPA 24H) iniciarem a operação “Tartaruga” pelo mesmo motivo: atraso de salário. O confisco promovido pelo Governo do Estado desde o ano passado, e que piorou neste ano, e se agravou depois que Fernando Pimentel (PT) não foi reeleito, tem levado diversos municípios à beira do precipício.

Com 40% das cidades mineiras já em estado de calamidade financeira, ou emergência, os serviços essenciais da população começam a ser afetados. E Divinópolis, foi uma das mais prejudicadas com a retenção de verbas essenciais, como do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), os repasses da saúde pública e transporte escolar. E, nesta história não há inocentes. Só existem pessoas que se candidataram para um cargo, com promessas de melhorar a vida dos mais desfavorecidos, chegaram ao poder e fizeram tudo ao contrário. Apenas se beneficiaram das prerrogativas do poder público e promoveram o caos.

Pimentel em sua campanha em 2014 prometeu consertar o que Antônio Anastasia (PSDB) tinha feito. O petista ficou no poder quatro anos e, em pouco mais de um ano no poder escalonou os salários dos servidores, e o pior, não tocou nenhuma obra pública no Estado. O que mais intriga é o fato de que no início de 2016, Dilma Rousseff (PT) ainda estava na Presidência do Brasil, não havia “golpe” do governo federal com Minas Gerais, mas mesmo assim, as contas estavam apertadas. A saída de Dilma da Presidência foi a desculpa perfeita para que Pimentel promovesse o caos no Estado, e se resguardasse na desculpa. E lá se vão dois anos de desculpas e falta de gestão.

Nessa história, os servidores começaram a pagar a conta com o salário escalonado, depois as prefeituras com a falta de repasses, e agora a população com a falta de aulas na rede municipal, e também com a lentidão na UPA. Já são dois anos de puro desespero e desesperança que as coisas vão voltar para os trilhos. E as perguntas são: vai parar tudo? O povo está proibido de adoecer? As crianças ficarão impossibilitadas de estudar? Os divinopolitanos vão parar de usar os serviços públicos? Afinal, quem promoveu o caos? Quando isso tudo vai acabar? Quando os impostos vão ser realmente revertidos em prol do povo? Quando a população estará no topo da lista dos governantes?

Essas são aquelas perguntas que todos queriam respostas, porém não sabe-se quem – quando – irão respondê-las. Até que a situação seja resolvida, ou melhore um pouco, o jeito é continuar rezando para não adoecer, para que a Educação encontre um meio termo que não comprometa o ano letivo, e para que a vida siga o seu fluxo, sem parar no meio do caminho.

 

 

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