Para espantar a depressão

José Carlos de Oliveira - Batendo Bola 

Neste tempo de quarentena, com a pandemia da covid-19 batendo à nossa porta e com todos presos em suas casas, sem trabalho e maiores opções de lazer, a volta dos campeonatos estaduais serve, sim, como um baita de um remédio, que espanta a depressão e, mesmo que por algumas poucas horas, afasta da cabeça as preocupações normais com os problemas do dia a dia.

Alguns podem até não amar o esporte, mas só de terPara espantar a depressão, uma opção a mais para passar o tempo já agradecem aos céus por poder acompanhar pela telinha da tv uma partida de futebol, que não seja os enfadonhos “repetecos” de torneios passados.

E viva o futebol com sua arte e magia, em que vencedores e derrotados sempre encontrarão aquele algo mais para ocupar suas mentes e corações.

Galo terá que evoluir muito

No clássico de domingo, entre América e Atlético, uma coisa ficou bem clara: se as pretensões do Galo são mesmo de brigar na ponta da tabela no Campeonato Brasileiro, o time terá que evoluir muito nas próximas semanas e partidas para atingir seus objetivos. 

Pelo que mostrou no duelo contra o Coelho no fim de semana é muito pouco para chegar lá e a torcida alvinegra não terá muito a festejar neste ano, não. 

Quase nada

O futebol apresentado pelo time de Jorge Sampaoli no domingo é muito pouco para sonhar mais alto no Brasileirão. Tirando uns poucos minutos de bom desempenho na primeira etapa, no restante da partida a equipe alvinegra foi engolida pelo Coelho, que só não venceu o confronto por causa das boas defesas do goleiro Rafael. 

De novidade, o Galo de Sampaoli pouco ou quase nada mostrou e ainda tem mais: pelo que fez (ou deixou de fazer) é muito pouco para sonhar com grandes coisas no restante da temporada. 

E o sonho do atleticano de ser campeão brasileiro mais uma vez ficará adiado para o “ano que vem”.

Lisca doido

Quem dá uma de mineiro, “se finge de morto e vai comendo pelas beiradas”, sem grande alarde, e vai mostrando serviço é o treinador do Coelho. No clássico de domingo, o Lisca Doido fez muito bem o seu dever de casa. Leu direitinho o esquema armado pelo comandante atleticano e na segunda etapa colocou o argentino no bolso. E só não levou a melhor no clássico por puro azar.

Venceu, mas ainda não convenceu

No duelo da manhã de domingo, com vitória de 3 a 0 frente à URT no Mineirão, o time celeste mostrou evolução, mas ainda muito longe do que quer e sonha sua apaixonada torcida. Jogou apenas para o gasto e venceu um adversário que não mostrou grande resistência. Muito pouco para quem aspira uma das quatro vagas de acesso à elite do futebol nacional.

Falta muito

Tudo bem que o time que entrou em campo no domingo não vá ser o mesmo na estreia na Série B, já que teve alguns desfalques no fim de semana, mas mesmo assim a Raposa tinha que mostrar bem mais do que mostrou para ganhar enfim a confiança da China Azul.

Tarefa difícil

E o time já tem que mostrar evolução nesta quarta-feira, quando trava duelo direto contra a Veterana no estádio Ronaldão, em Poços de Caldas. Precisando de uma vitória por diferença de 3 gols para ir às semifinais por suas próprias pernas (sem depender de um insucesso do rival Atlético frente o Patrocinense), a Raposa terá que ter uma outra postura e mostrar bem mais que fez no domingo. 

Reforços

Tudo bem que já na partida de amanhã o técnico Enderson Moreira já possa contar com os reforços de Jadson, Maurício e Marcelo Moreno, que não enfrentaram a URT. Agora resta saber se eles farão diferença em campo, porque se o time jogar apenas o que mostrou no domingo será difícil alcançar o resultado que precisa frente à Caldense, com triunfo por goleada no Ronaldo Junqueira.

 

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