Papai Noel dos Correios esgota cartinhas

Jorge Guimarães

Uma das campanhas de Natal mais aguardadas do ano, Papai Noel dos Correios, foi lançada oficialmente no último dia 6, em Brasília.  Ao longo dos 29 anos da campanha, milhões de crianças tiveram seu pedido atendido. Somente nos últimos três anos, foram recebidas mais de 2,6 milhões de cartas destinadas ao Papai Noel dos Correios. Além de estimular as crianças a escreverem cartas, a campanha dissemina valores natalinos, como a solidariedade. Em uma corrente do bem, empresa, empregados e voluntários da sociedade se juntam para, dentro do possível, atender aos pedidos de presentes daqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

Participantes

Além das cartas das crianças da sociedade que escrevem diretamente ao Papai Noel, participam da campanha estudantes das escolas da rede pública, até o 5º ano do ensino fundamental, e de instituições parceiras, como creches, abrigos, orfanatos e núcleos socioeducativos. Desde 2010, os Correios estabeleceram essas parcerias a fim de trabalhar ações como o desenvolvimento da habilidade da redação de carta, o endereçamento correto e o uso do CEP.

Como surgiu

A campanha Papai Noel dos Correios nasceu pela iniciativa de alguns empregados, que, durante a rotina de trabalho, recebiam cartas escritas por crianças, destinadas ao Papai Noel, mas sem endereço. Sensibilizados, resolveram adotar eles mesmos as cartinhas e enviar os presentes. Com o passar do tempo, a ação foi ganhando proporção e acabou se transformando em um projeto corporativo dos Correios.

Funcionamento

A adoção pelos padrinhos é feita da mesma maneira em todo o Brasil: as cartas enviadas pelas crianças são lidas e selecionadas. Em seguida, são disponibilizadas na casa do Papai Noel ou em outras unidades da empresa. Os Correios não distribuem cartas para adoção diretamente à população, em suas residências. As cartas da campanha ficam disponíveis apenas nos locais indicados no blog da ação.

Distribuição

Os presentes são recebidos nos pontos de entrega divulgados pelos Correios para que, posteriormente, os Correios realizem a distribuição. Não é permitida a entrega direta do presente e, para assegurar a observância desse critério, o endereço da criança não é divulgado ou informado ao padrinho.

Divinópolis

E mais uma vez, a campanha foi desenvolvida pela Agencia Central dos Correios em Divinópolis junto às outras unidades. E este ano, o sucesso foi absoluto com todas as cartinhas sendo apadrinhadas.

— Estamos muito contentes com o resultado deste ano. E que conseguimos apadrinhar todas às cartinhas que recebemos. Faça esta realizada em 66 cidades do Centro – Oeste, sendo que só em Divinópolis recebemos 1.600 cartas e nas outras cidades, de nossa regional, foram mais 4.000. E lembramos aquelas pessoas que apadrinharam e que por ventura não vão poder trazer o brinquedo, que compareçam à nossa agência e devolvam a cartinha para que possamos passá-la a outras pessoas interessadas em apadrinhar as crianças — definiu o gerente regional do Correios, Marcos Geovani da Silva.

Pedidos

Em conversa com a reportagem, o gerente regional, Marcos Geovani da Silva, comentou sobre as cartinhas e seus admiráveis conteúdos.

— Este ano teve uma, entre várias, que me chamou a atenção, a de uma criança pedindo ao Papai Noel um pote de Nutella. Em outra ocasião, uma menina pediu de presente uma pizza e outra uma toalha de banho, pois na casa dela eram seis irmãos, e só tinha uma toalha, e como ela ficava por último, a toalha ficava toda molhada. São cartas, e pedidos, que nos enchem de emoção nossos corações — descreveu Marcos Geovani.    

 

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