Outro ultimato?

Um assunto citado neste PB na edição de ontem e que deu o que falar nas redes sociais e nas rodas de conversas na cidade, ganha novos capítulos. Ao denunciar em seu discurso de posse que foi intimidado por um vereador ao visitar a Câmara Matheus Costa (PPS), ele emendou revelando outra possível ameaça. Uma teria ocorrido no gabinete de um colega e a outra na entrada do Legislativo, quando chegava para a reunião de posse.  Parece meio confuso, mas foram duas mesmo, em momentos distintos e em tom ameaçador, conforme relata Matheus.

O tom das ameaças

Na primeira, ele foi a um gabinete de um vereador e lá estava outro que disparou: "não me rotula que eu também te rotulo". Já quando chegou à Câmara para sua posse, na reunião de terça, ainda na portaria, outro colega o interceptou e disse: “venha devagar, colega, vai ser melhor para você”. Comprovando a veracidade dos fatos, confirma-se como funcionam os meandros da má política. Claro que todo mundo está careca de saber, mas por interesses maiores (medo???!!!) não é denunciado e, quando é, termina em pizza. As CPI’s da própria Câmara que o digam.

Vai parar por aí?

O próprio vereador revela ter superado as situações e o que quer mesmo é mostrar serviço. Mas, espera aí! Se houve intimidação e em tom agressivo, o fato precisa ser apurado. Cadê a Comissão de Ética? Passa-se um pano quente por cima e pronto? Não, não é por aí vereador! A Câmara possui um Regimento e está previsto que situações como essas cabem uma atitude da Comissão de Ética.  Entende-se que está chegando agora e não quer criar mal-estar, mas, ao expor como expôs, o mal-estar já foi criado. E mais, falar por falar e depois nada querer fazer só colabora para que as casas legislativas e os executivos continuem lotados de gente com índole podre. E não é difícil de se comprovar as denúncias. Se há câmeras por todo lado na Casa, basta solicitar as imagens dos dias citados e locais, certamente aparecerão os tão nobres edis. Simples assim! #Fica a dica.

Tiririca errou

Como se não bastasse o déficit enfrentado pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Divinópolis (Diviprev), os divinopolitanos terão engolir mais uma goela a baixo: possíveis fraudes na previdência. Tiririca nunca esteve tão errado: pior que tá, fica, sim.

Os crimes

A operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para investigar possíveis fraudes em licitações no instituto foi deflagrada na manhã de terça-feira. Há indícios de que os investigados praticaram ainda os crimes de peculato e falsidade ideológica.

Não tem onde

Em Divinópolis ocorre uma situação intrigante. Parece uma frase utilizada por muita gente no dia a dia. Quando a coisa vem, é de uma vez. Parece um tsunami. O alívio geral é que não é de lama nem de água. Há muito tempo, a cidade não enfrenta uma cheia do Itapecerica. Ainda bem. Porque os outros problemas não param de pipocar.  É dinheiro que não chega e afeta a saúde e educação. É greve dos professores, é mato tomando conta das ruas, denúncias, como esta do Diviprev. Já pensou se não fosse a “Cidade do Divino”? Poderia estar muito pior.

Um exemplo

Aos trancos e barrancos, as aulas da rede municipal de ensino começam no próximo dia 12. Mesmo não recebendo os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), a Prefeitura usou recursos próprios para pagar os educadores de forma integral neste mês. Assim, os alunos e pais, que não têm nada a ver com isso, não correm o risco de terem, mais uma vez, as férias interrompidas. Ufa!

Ainda falta

Salário integral, calendário escolar cumprido e expectativa para um ano melhor. Mas os que os servidores querem mesmo é receber o 13º. Por enquanto, há somente a promessa de pagá-lo parcelado.  Motivo que originou uma assembleia marcada para amanhã. O que se espera é que, depois do encontro, tudo continue como antes, do contrário...

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