Ou é ou não é

Além da maioria dos políticos deixar a desejar nos anseios e necessidades da população, não sabem o que querem. Uma hora é situação, em outra, oposição, e, muitas vezes, em cima do muro. Isso nos âmbitos nacional, estadual e municipal. Ou é ou não é. Dificuldade em assumir posição. Isso é medo de perder as boquinhas ou perder votos? As duas, claro.

Abster

Outra decisão ridícula, que deveria nem existir, é a tal de abstenção do voto. Esta prática deveria ser proibida. O político precisa dar ‘a cara a tapa’. Afinal, quem colocou ele ali quer saber as suas atitudes e ele tem obrigação de deixar seu eleitor ciente de suas ações. Isso para mim tem um nome: covardia. Minha opção é essa e pronto, deveriam anunciar. Assumam suas decisões e consequências. Simples assim.

Razão

Quem está com a razão no caso da prestação de contas marcada para a última segunda-feira, pela manhã? De um lado se fala que boa parte dos vereadores não compareceu e, por isso, por pouco, faltou quórum. Na reunião de ontem, foi gritado durante algumas falas que das secretarias que se inscreveram para o ato, apenas a Educação, comandada por Vera Prado, compareceu. Com a palavra a quem é de direito.

Dispensa

Com exceção de uns cinco vereadores, entre eles, Renato Ferreira, Zé Luiz da Farmácia e Raimundo Nonato, os outros poderiam dispensar microfone. Vai gritar pra lá! Façam como Regina Greco, amante do meio ambiente e eterna defensora do rio Pará. Ela fala alto naturalmente e, na maioria das vezes, dispensa o uso do equipamento. Já na Câmara, não é voz firme e alta, mas gritos. Definitivamente, não precisa. Às vezes, temos a impressão que, a qualquer momento, vazará salivas do aparelho de TV.

Falta uma

A Reforma a Previdência é o assunto em evidência. Todo mundo passará pela peneirada, incluindo os militares. Espera aí, está faltando uma categoria: a dos políticos, e por que não? Não são empregados do povo? Não ganham bem? Raramente, por melhor que seja um cargo público, o salário não se equivale ao de um deputado, por exemplo. Além disso, não é concursado, e, como presta serviço temporário, não deveria se aposentar ou deixar pensões. A começar por eles, seria uma reforma de verdade. Mesmo sabendo que isso não vai acontecer porque não votariam algo que os prejudicasse, não custa sugerir. Se assim não for, tudo continua como antes, penalizando apenas o povo.

Trágica coincidência?

Em meio a tantas tragédias que vêm marcando o início de 2019, uma chama atenção por uma coincidência. Matéria publicada pelo Estado de Minas ontem à tarde mostra que placa do caminhão atingido pelo helicóptero em que viajava o âncora da Band tem a data de nascimento do jornalista. O caminhão, de Caxias do Sul, tem placas IVT-0137 e Boechat nasceu em 13/7, no ano de 1952. Para a maioria, coincidência. Já para quem acredita em previsões e destino traçado, estava escrito. O acidente que matou o jornalista foi no início da tarde desta segunda-feira no Rodoanel de São Paulo.

Detalhes

Em relação ao que todos chamam de tragédias em Mariana, Brumadinho e no Ninho do Urubu, prefiro outra denominação: crime. No Rio de Janeiro, não se trata incêndio que matou dez garotos sonhadores, mas a negligência de abrigá-los em contêineres, em um local sem as mínimas condições de segurança. Já sobre as outras duas, não foram as barragens que se romperam, foi a irresponsabilidade da empresa, que dois dias antes sabia dos ricos, mas preferiu trocar vidas humanas pelo dinheiro. Não havia nenhum parente de donos e de diretores, então, que mal tinha se 100, 200 ou 300 pessoas morressem?  Isso é apenas um detalhe, em comparação ao minério que vale muito, rendendo negócios bilionários. 

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