Organizadores aprovam e atos do feriado podem virar rotina em Divinópolis

Manifestações do 7 de setembro reuniram milhares de pessoas na cidade; PM não precisou intervir nos eventos

Organizadores aprovam e atos

 do feriado podem virar rotina

Bruno Bueno

Positivamente ou negativamente, o dia 7 de setembro de 2021 ficará marcado na história do país. Brasileiros de todas as idades, nos quatro cantos da nação, saíram às ruas para declarar apoio ou reclamar do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). 

Em Divinópolis, dois atos reuniram várias pessoas em pontos diferentes da cidade. Pela manhã, às 9h, manifestantes favoráveis ao presidente ocuparam boa parte da Praça do Santuário. Já à tarde, por volta de 15h30, na Praça Candidés, foi realizado o 27º Grito dos Excluídos, ação tradicional durante o feriado e que, neste ano, se aliou aos movimentos contrários a Bolsonaro.

O Agora conversou com organizadores de ambos os eventos, que relataram um balanço positivo das manifestações. Segundo eles, os atos podem se repetir nas próximas semanas.

Grito dos Excluídos

O 27º Grito dos Excluídos, tradicional evento que busca melhores condições para as pessoas, se aliou, neste ano, aos movimentos contrários ao presidente. As manifestações ocorreram por todo o país, inclusive em Divinópolis. 

Uma das organizadoras, Maria Catarina Laborê, declarou que o evento preferiu focar nas reivindicações ligadas ao Grito dos Excluídos, colocando os atos contra o governo em segundo plano.

— Como estamos começando com a ideia em Divinópolis, eu prometi aos membros que a manifestação não iria focar tanto no “Fora Bolsonaro”. Foi um evento que se preocupou com questões primordiais para a sociedade, como moradia, saúde, renda, comida e vida em primeiro lugar. Não houve uma radicalização sobre as manifestações contra o presidente — afirma.

Como coordenadora de outros grupos que defendem o impeachment de Bolsonaro, a representante conta que manifestações que foquem na saída do presidente devem ocorrer em Divinópolis. Ela enfatizou que aguarda posicionamentos nacionais e estaduais para dar sequência aos eventos.

— Estamos aguardando a reunião para continuar com os atos contra o presidente. Até o momento, Divinópolis participou de todos os quatro eventos nacionais que já aconteceram. Com a definição nacional, teremos a diretriz estadual e, assim, saberemos quando será o próximo ato. Por enquanto, não temos notícias sobre isso — disse. 

Ato pró-Bolsonaro

A reportagem também conversou com um dos organizadores do ato pró-Bolsonaro em Divinópolis. O ex-vereador sargento Elton comemorou a realização do evento na cidade e também afirmou aguardar os posicionamentos nacionais para seguir com as manifestações na cidade.

— Foi uma demonstração de que a população de bem, os cristãos (90%), estão apoiando nossas liberdades individuais, de ir e vir, expressão, sem ser punidos ou presos pelo seu direito. Eles estão unidos por isso. Estamos aguardando as orientações nacionais para seguir as manifestações em Divinópolis. Vamos apoiar, a princípio, os caminhoneiros em sua paralisação — explica.

Ele voltou a enfatizar os motivos das manifestações ocorridas em todo o país. Para ele, representantes do Supremo Tribunal Federal (STF), Senado e Câmara dos Deputados estão aliados à pautas como ideologia de gênero, aborto e drogas que, segundo ele, não são de interesse da “família cristã”.

— O povo está com o presidente e ele está ajudando dentro dos padrões da Constituição. Infelizmente alguns membros do STF, Senado e Congresso estão com pautas que não interessam a família cristã, principalmente a liberação de drogas, ideologia de gênero e aborto. Estamos demonstrando a vontade do povo brasileiro, que tem sua maioria cristã — enfatiza.

Polícia Militar

À reportagem, a assessoria de comunicação da 7ª Região da Polícia Militar (RPM) informou que não houve registros de incidentes nas duas manifestações e que ambas contaram com o acompanhamento e ajuda da PM. 

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