Oratória Filosófica

Elismar José Alves

A palavra deveria ser entendida como uma expressão sagrada. Se considerarmos a filosofia à maneira clássica entenderemos que tudo começaria na intenção primeira que temos para fazermos as coisas. Esta “reta intenção” quando fortalecida se transformaria em “retos” pensamentos, até chegarmos a “reta” palavra. Daí a importância de falarmos de forma reta e justa, visto que será uma prévia daquilo que possivelmente faremos.

Helena Petrovna Blavatsky ensinava que “do princípio criador, que em sânscrito é chamado “nada”, ou Deus falante, onde esse som é a base de toda a harmonia e de toda expressão. Som Primordial daquela meditação profunda na qual a pessoa está sintonizada com o som original, e que será o que constituirá o ensinamento oral”.

E será este som primordial o que tudo despertará, e estará relacionado com a verdadeira oratória que quero apresentar, e que aqui gostaria de chamar de Oratória Filosófica. Oratória que tem relação com “oratório”, ou lugar para orar, ou seja, com um falar com o coração. E esta atitude naturalmente nos levará a falar a verdade.

Encontramos o termo “Hieros logos” que traduzido nos leva a Palavra Sagrada. Também encontramos a obra “Hieros Logos”: poesia Órfica sobre os Deuses e a Alma onde acreditavam os gregos que “Orfeu” era filho de uma Musa, argonauta e dotado de uma capacidade para o canto, tão maravilhosa que era capaz de pacificar feras e guerras. Oferece o respectivo livro, textos fundamentais da literatura órficas, traduzidos e acompanhados de explicações que os tornam significativos. Alguns Papiros escritos lâminas de ouro, que tem permitido que nosso conhecimento sobre a questão seja enriquecido. O Fato é que gostaria de chamar atenção para a importância da expressão de nossas palavras que poderão gerar harmonia quando aprendermos esta matemática de usar as palavras.

Quanto mais tivermos a capacidade de purificarmos o nosso mundo mental, este será sempre ponte de coisas sagradas e eternas. Para exercitar esta postura devemos “provocar” esta natureza com vivências interiores. A Nossa personalidade funcionaria como um canal de transmissão, disto que verdadeiramente somos. Com isso, devemos estudar e discernir sobre o que estudamos para oferecer com nossas palavras uma espécie de síntese inteligente de idéias que serão válidas de serem pronunciadas. Somente posso dar de forma generosa aquilo que tenho, por isto, se fará necessário primeiro a conquista destes pequenos ensinamentos.

Professor e Filósofo à maneira clássica

Elismar José Alves

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