Operação “Cemitério Maldito” acaba com esquema de corrupção em Formiga

Da Redação

O Ministério Público (MP) de Formiga realizou nessa sexta-feira, 9, a operação “Cemitério Maldito”, que teve como objetivo apurar um esquema de corrupção envolvendo servidores e um ex-servidor. Ação foi feita em parceria com a Polícia Civil, e Polícia Militar, e segundo o promotor Ângelo Ansanelli, o esquema que aparentemente dura desde 2006, envolvia a reserva de túmulos para famílias após o pagamento de propina, que variava entre R$ 2 e R$ 3 mil.

Ainda de acordo com o promotor, os servidores da Prefeitura de Formiga, por meio do antigo coordenador dos serviços no cemitério, reservavam túmulos para famílias e cobravam propina, de R$ 2 a R$ 3 mil. Conforme informou o MP, o pagamento era feito pelas famílias, pois fazer o funeral em um cemitério particular na cidade é mais caro do que o valor cobrado pelos servidores.

Para assegurar os túmulos para as famílias que pagavam a propina, os servidores comandados pelo ex-coordenador dos serviços enterravam caixões vazios, e quando um ente da família que havia feito o pagamento falecia, o caixão vazio era então desenterrado.

Denúncia

De acordo com o MP, o esquema foi denunciado pelo atual coordenador de serviços do cemitério. Segundo o Ministério, o ex-coordenador foi exonerado do cargo no ano passado, mas por ter contato com os coveiros mantinha o esquema. O atual coordenador descobriu o esquema e fez a denúncia, apresentando provas, como imagens e caixões vazios.

O MP informou que Cinco coveiros foram afastados dos cargos por medida cautelar, já o outro ex-servidor está submetido a uma medida judicial de recolhimento noturno e em dias de folga.

Crimes

Os suspeitos vão responder criminalmente por corrupção e improbidade administrativa. De acordo com o Ministério Público será fornecida toda a documentação necessária para instruir um procedimento administrativo por parte da Prefeitura, que poderá culminar em demissão e outras sansões.

O MP já identificou algumas das pessoas que pagaram pela propina, e elas poderão responder por corrupção ativa.

 

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