Ociosidade da indústria do Centro-Oeste é a mais alta de MG

Pablo Santos 

 

O gargalo da indústria regional é inatividade.  Mesmo com o emprego, faturamento e horas trabalhadas crescendo e a massa salarial praticamente estável, a capacidade de produção da indústria do Centro-Oeste tem percentual abaixo de 70% e o pior entre as cinco regionais pesquisadas pela Federação das Indústrias de Minas Gerais. A ociosidade chega a 31,6%, aponta a pesquisa mensal da entidade. 

A capacidade instalada é a quantidade de unidades de produto que as máquinas e equipamentos instalados são capazes de produzir. De janeiro a outubro, as indústrias regionais atingiram o nível de 68,4% da sua produção máxima. O desempenho deste ano é pior quando se compara com o ano passado, com a capacidade chegando a 71,2%.  Quando se confronto os resultados com setembro e outubro, o índice ainda é pior: 68,2% e 68,1%, respectivamente. 

Comparação  

 

O nível de utilização da indústria do Centro-Oeste é o mais baixo quando se confronta com outras quatro regionais analisadas pela Fiemg. A Zona da Mata é a região com maior utilização chegando a 85,5% de janeiro a outubro. No entanto, o resultado é menor em comparação ao mesmo período de 2016 com 87% de sua capacidade. 

O Sul de Minas também tem bons níveis de utilização com expansão. Neste ano, a capacidade de produção está em 81,2% contra 76,4% do mesmo período do ano passado. O Triângulo Mineiro aparece na sequencia com números positivos em sua capacidade instalada. O cenário para as empresas da região no indicador do nível de produção bateu a 77,7% de janeiro a outubro e igual período do ano passado estava menor: 75,4%. Já região Leste está com 77,1% neste ano e, em 2016, estava um pouco melhor: 77,7%.  A Fiemg não disponibiliza os resultados da região Norte de Minas. 

 

Minas Gerais 

 

No geral, a utilização da capacidade instalada avançou pelo quarto mês consecutivo e atingiu 79,5%, em outubro, na série dessazonalizada. Esse foi o maior índice desde abril de 2016 (79,2%). Na média de janeiro a outubro (78,4%), comparativamente ao mesmo período de 2016 (78,7%), o nível de produção mostrou-se relativamente estável. 

 

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