Obras para tratar esgoto avançam e Copasa mantém prazo

 

Gisele Souto

As obras de construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Itapecerica já saíram do entorno da Cachoeira do Caixão, encontro entre o rio e o Pará, no fim do bairro Candelária. No local, os serviços já foram praticamente concluídos e avançaram rumo ao bairro Jardim das Oliveiras, na rua Mar e Terra, há poucos metros da MG-050, e o Santa Marta.

Moradores da região informaram à reportagem que os córregos da região já foram todos canalizados. Informação confirmada pela Copasa. De acordo com a empresa, já foi feita a construção de 6.130 metros de redes coletoras; 74.400 de interceptores, que são as redes principais vias que levam o esgoto das casas para a estação de tratamento; 14 travessias; dez estações elevatórias, que permitem que o esgoto saia de uma área mais baixa e chegue até a ETE e as respectivas linhas de recalque. A estação terá capacidade de receber e tratar 400 litros de efluente por segundo (l/s).

Ampliação

Boa parte da obra é executada na região do bairro Candelária com a instalação de um interceptor de 3,4 km. Outras diversas ações são realizadas simultaneamente, como a construção dos laboratórios, reatores do tratamento do esgoto, entre outras.

Para que o esgoto da cidade esteja 100% tratado, o sistema no rio Pará está em operação desde 2013.

Prazo mantido

O superintendente de Operação da Copasa no Centro-Oeste, João Martins, revela que os investimentos em Divinópolis apenas para o esgotamento sanitário são da ordem de R$ 143 milhões. De acordo com ele, este montante possibilita a implantação de toda a infraestrutura necessária para possibilitar o tratamento total do esgoto coletado em Divinópolis e Ermida. Acrescenta ainda se tratar de obras que estão em pleno vapor com a estação de tratamento em estágio avançado de execução, da mesma forma que os interceptores, serviços concentradas no bairro Candelária e Jardim das Oliveiras.

— Nosso prazo acordado e pactuado com o Município é entregar a estação operando em dezembro de 2018. Vamos trabalhar muito para antecipar algumas etapas desta obra — explica o superintendente.

Entenda a situação

As obras do tratamento do esgoto eram para ser finalizadas em 2016, porém houve a remarcação do prazo pelo menos duas vezes. Situação que gerou muita polêmica e foi um dos motivos de abertura de uma CPI na Câmara Municipal de uma audiência na Assembleia Legislativa (ALMG). Isso porque a população paga pelo serviço há mais de dois anos e não recebe o benefício.

Ano passado, numa reunião entre o prefeito Galileu Machado (MDB) e a cúpula da empresa, em março, foi decidido que o serviço seria retomado e, de lá para cá, houve somente uma paralisação. Com a continuidade dos serviços as obras avançam, mantendo assim, a expectativa da empresa em entregar a obra no prazo estabelecido.

 

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