O sargento e o coronel

 

O primeiro é vereador em Divinópolis, eleito com apoio maciço das polícias Civil e Militar, mas angariou um número imenso de amigos durante o tempo em que serviu ao batalhão local. O segundo, coronel Welbert Willian Carvalhaes era até esta semana, comandante de todos os policiais da 7ª Região da PM sediada em Divinópolis. Na reunião de terça-feira na Câmara Municipal, Elton não poupou o seu ex-comandante atribuindo-lhe inclusive o aumento da criminalidade na cidade e em toda área por ele comandada.

Não é bem assim

O sargento/vereador, que goza de uma popularidade muito grande entre seus colegas de farda, no ano passado fez uma crítica velada a Carvalhaes, por este ter mandado  37 novos soldados para Nova Serrana, deixando apenas 8 em Divinópolis, que segundo Elton era muito pouco para a cidade. A explicação em ofício pelo então comandante não satisfez ao vereador que aproveitou o momento certo para criticar com mais veemência os atos que entendia ter sido tomados de forma errônea pelo coronel.

Mal estar

A crítica até pode ter sido positiva, em virtude das inúmeras mortes em Divinópolis, vitimas principalmente do tráfico, mas não ficou de bom tamanho dentro dos critérios de disciplina e hierarquia da PMMG. Uma briga que pode ficar desgastante, pois sem necessidade. Elton tem a tribuna para falar e acusar, enquanto o ex-chefe não tem como se defender. Aconteceram erros dos dois lados pela falta de diálogo. Uma boa conversa antes da primeira crítica, que gerou inclusive motivo para que outros vereadores fizessem o mesmo. Com certeza, desta conversa sairia algo melhor, afinal tudo não deixou de ser uma espécie de discussão que poderia ter sido resolvida dentro de casa, com críticas sim, mas com números corretos. Serve como experiência e aviso aos auxiliares diretos: uma discussão sempre é melhor que uma briga. Ainda mais quando é feita de forma pública.

Cidade tranquila e...

...assustada. Esta é São Sebastião do Oeste, que de repente assistiu tiros no quartel da PM, gritos, outros tiros, assalto a agência bancária e muitos carros de polícia circulando pela cidade em perseguição aos criminosos. Até onde esta coluna ficou sabendo ontem, nada havia de novo, a não ser o grande susto e o medo, em uma cidade pacata, onde ainda se pode andar à noite sem grandes medos.

Virou doença mesmo!

O caso da febre amarela começa a assustar até onde ela não chegou, como em Divinópolis.  Dois micos foram encontrados mortos perto da mata do Noé, e levados para os exames. Naquela mata, da qual ainda resta algumas árvores, e que beira o Itapecerica do lado direito do seu leito, residem sim alguns pequenos macacos que vez por outra, não se sabe como, atravessam o leito do rio, talvez procurando comida. Não devem ser mortos, como pedem todos os que entendem do assunto, pois eles não transmitem o vírus, são apenas hospedeiros. A doença já foi constatada neste imenso país, cheio de grandes matas em apenas 353 casos, o que não pode ser considerado uma epidemia e, por isso, embora seja bom vacinar, não é preciso ter medo, pois a cidade está longe até de um surto.

 

 

 

 

 

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