O que Galileu faria com R$ 120 milhões?

Bob Clementino

Já é de conhecimento dos leitores que a dívida do governo Fernando Pimentel (PT) para com Divinópolis chegou a R$ 108 milhões. Os repasses atrasados pela nova administração estadual em 2019 totalizaram R$ 13 milhões. Esse valor, somado à dívida do Estado  para com a cidade,
ultrapassa os R$ 121 milhões. Se estes montantes tivessem sido liberados nesta Administração, veja o que o prefeito Galileu Machado (MDB) poderia ter feito:

− Terminar e colocar em funcionamento o hospital público;

− Pagar em dia os salários dos servidores, mais o 13º;

− Comprar 197 mil toneladas de asfalto.


Sobre asfalto, explico

Se Galileu comprou, com R$ 366 mil reais, 600 toneladas de asfalto de Oliveira para tapar buracos, caso  ele tivesse em mãos esses R$ 120 milhões retidos pelos governadores, compraria 196 mil toneladas de asfalto quente. Quantas ruas  ele poderia ter asfaltado ou recapeado?

Investimento repercute em 54 cidades

Uma forma eficiente de os deputados da terra e os de outras cidades que aqui foram votados distribuir suas verbas parlamentares é investir no hospital público regional, para terminá-lo e colocá-lo em funcionamento. Assim,  todas as 54 cidades que compõem a macrorregião
teriam mais um hospital para atender a seus pacientes. Não é difícil explicar isso para os eleitores destas cidades.

Vale e o hospital

Segundo o vice prefeito, Rinaldo Valério, "Vale vai terminar hospital publico de Divinópolis".
O vice esteve com Ian Queirós, que lhe garantiu que a Vale vai compensar Minas pelos prejuízos causados ao meio ambiente do estado, pelo rompimento da barragem, e que entre essas compensações está o compromisso de terminar o hospital público de Divinópolis.

Câmara gasta mais

O discurso de alguns vereadores cobrando do prefeito Galileu Machado redução nos cargos comissionados foi desmontado na reunião entre a secretária de Fazenda, Suzana Xavier, e alguns edis, em recente reunião no plenarinho da Câmara: ali foi revelado que a Casa gasta 81% do seu orçamento com servidores e a Prefeitura consome 49%.
Portanto, gasta bem menos que a Câmara.

Prefeito: maioria na Câmara

Os pré-candidatos a prefeito de Divinópolis têm que ter em suas estratégias de campanha a montagem de uma chapa de vereadores para lhe dar  suporte na Câmara. É que o orçamento municipal é insuficiente para pagar servidores e  fazer obras. E o candidato que acha que
dispensar 200 servidores em cargos comissionados é a solução do problema  está enganado. Vale conversar com a Secretaria de Fazenda sobre isso. A solução é os edis reduzirem o orçamento da Casa, que hoje é de aproximadamente R$ 80 milhões, em quatro anos, e
devolver R$ 40 milhões à Prefeitura. Esta medida, sim, viabilizaria a nossa Administração. Se o próximo prefeito quiser sustentar seu mandato, terá que estar afinado com a Câmara, ter maioria de vereadores parceiros e ainda dispostos a reduzir salários e mordomias, que hoje abundam na “ilha paradisíaca”.

Camelôs: emendas saíram  melhor que o soneto

Não compactuo com a gritaria geral contra a remoção dos camelôs da Praça Geraldo Correia, na rua São Paulo. Ali era um Camelódromo precário, onde os ambulantes não tinham instalações sanitárias nem bebedouro. Além de tudo, o amontoado de boxes com improvisos causava poluição visual. Em ação requerida pela Prefeitura com indicação de local apropriado, já estava judicialmente sentenciado que os camelôs deveriam desocupar a praça e se transferir para um galpão logo abaixo, com  infraestrutura de conforto. Realmente, parece bem mais sensato. Sucesso aos camelôs em sua nova casa.

Ainda não entendi

A Copasa continua a construção do sistema de tratamento de esgoto do rio Itapecerica. Constrói, às margens do rio em bairros ribeirinhos, os interceptores para conduzir o esgoto para as estações de tratamento, alguns através de bombeamentos. Mas e os interceptores às margens dos vários riachos que são afluentes do rio Itapecerica e que são esgotos a céu aberto? Quando começarão as obras? Com a palavra, a Copasa, e o espaço aqui está aberto.

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