O que foi isso?

O que foi isso? 

Durante muitos anos de cobertura na Câmara de Divinópolis, já vi muita bizarrice e continuo vendo situações que fogem e muito à atuação de um vereador. Falas desconexas, abordagem de assuntos simples sem nenhum conhecimento, gritos, bate-bocas, agressões verbais e quase físicas... No entanto, igual à da reunião de ontem, quando, visivelmente alterado, o vereador Diego Espino (PSL) protagonizou uma cena inusitada, patética e lamentável… Ao iniciar seu discurso, disparou: “Pode me cassar, fazer o que quiser, canalhas, cambada de vagabundo, vocês vão ter que me segurar”... Bateu na tribuna, como se estivesse jogando truco e, por fim, caiu. Imediatamente foi socorrido por colegas e levado ao Plenarinho. Nas postagens do Agora, a pergunta recordista foi: “O que foi isso?”. Responder o quê? Apenas que “uma imagem fala que mais que mil palavras”! 

Objetivo político? 

Será?  Diego Espino disse que tudo que fizeram – não explicou o que foi e quem foitinha objetivos políticos. Mostrou nas imagens um cartaz com uma frase afirmando que ele apoia “ideologia de gênero”. Ficou ofendido e tem razão, porque cada pessoa pensa e age de uma forma e ninguém tem nada a ver com isso, desde que não prejudique a pessoa direta ou indiretamente. No entanto, outros colegas da Casa passaram pela mesma situação envolvendo o mesmo tema. Teve polêmica, rendeu, mas não chegou a esse ponto. Seu comportamento foi feio, deselegante e inadmissível e pode, infelizmente, acabar com sua curta vida na política. Agora é hora de colocar a cabeça no travesseiro, o melhor conselheiro nestes momentos, e arrumar uma forma de se retratar. Se é que isso é possível. 

A passos largos 

Como dito neste espaço em outras legislaturas, a continuar desse jeito esta legislatura caminha a passos largos para ser a pior da história da Câmara. Esse título era da última, mas vai perdê-lo, e olha que a renovação foi gigante e não se tem nem um ano de mandato. Claro que não se pode generalizar. Tem muitos vereadores experientes e novatos que são sensatos e têm dom para a coisa. O problema é que nem todo mundo sabe separar o joio do trigo, assim, todos são colocados no mesmo balaio. O Regimento Interno, que nem todos leem, há muito já não é suficiente para frear gente despreparada. Antes que fique ainda pior, que a culpa caia no presidente e todos saiam prejudicados, medidas duras precisam ser adotadas. É para ontem. 

A conta chegou 

O deputado estadual Fernando Francischini (PSL), do Paraná, por “se achar”, ter recebido milhares de votos e ter imunidade parlamentar, tinha certeza que sairia livre. Mas “deu com os burros n´água”. Em julgamento, ontem, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), teve seu mandato cassado por disseminação de conteúdo falso sobre urnas eletrônicas. Ele transmitiu uma live pelas redes sociais no dia das eleições, em 2018, alegando que os equipamentos não estavam registrando votos adequadamente. E foi eleito com 427 mil votos, recorde histórico no seu estado, o Paraná, resultando em mais sete vagas para o partido na Assembleia Legislativa. Sem dúvida, essa decisão do TSE é um marco que indica um posicionamento a ser seguido em casos semelhantes. Também um recado do TSE sobre a reação da Suprema Corte a ataques ao sistema eleitoral. E, quem sabe, um exemplo para quem pratica qualquer tipo de irregularidade ou crime, na certeza de que o Brasil é o país da impunidade. 

 

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