O que esperar do novo Guarani

José Carlos de Oliveira

Ufa! Até que enfim vai chegando ao fim a agonia do torcedor bugrino, e o novo Guarani deve se tornar realidade nos próximos dias. A volta dos trabalhos no estádio Waldemar Teixeira de Faria, o Gigante de Porto Velho, acontece já na próxima semana, na terça-feira, 8. 

As expectativas são as melhores possíveis para saber como o novo presidente Nivaldo Batista, o ex-zagueiro Araújo, e sua equipe de trabalho se viraram para montar um grupo competitivo, em condições reais de levar o Bugre de volta à elite do futebol mineiro já na próxima temporada.

Bom e barato

Sem grana para grandes investimentos, parece que a decisão foi de apostar no bom e barato e em parcerias. Se isso dará ou não certo já são outros quinhentos. A resposta virá apenas com o tempo, mas é bom o torcedor se preparar para dias de sofrimento, porque nenhum time se encaixa num piscar de olhos, é preciso tempo e horas de trabalho duro. E tempo é o que o novo treinador do Bugre não terá.

Chegar vencendo

Quem for dirigir o Guarani tem que estar ciente da realidade do clube e chegar disposto a trabalhar vinte e quatro por dia nas próximas semanas, sem ter nenhum tempo para descanso. Tem que chegar chegando e já mostrar serviço no primeiro jogo, porque a situação do time na tabela não é das melhores e qualquer vacilo daqui para frente será fatal. Serão apenas cinco duelos pela fase de classificação, dos quais o Guarani terá que vencer a maioria e não perder nenhum.

É!!! A parada será indigesta para o novo comandante alvirrubro. E eu é que não queria estar na pele dele.

Novo elenco

Do time que iniciou a disputa do Módulo II no primeiro semestre sob o comando de Wantuil Rodrigues, antes da paralisação por causa da pandemia da covid-19, restaram apenas os garotos da base, que chegaram para ficar e devem ser tratados com carinho pelo novo treinador, pela nova diretoria e pela torcida, porque eles é que são, sim, o futuro do Bugre. 

Sem essa de cobrar dos garotos aquilo que não podem dar de uma hora para outra. Tem que apoiar e mostrar aos meninos como fazer, e não exigir resultados. Incentivar os garotos é a melhor maneira de driblar a pressão que virá das arquibancadas. 

Sentindo na pele as cobranças

E o novo presidente já sente na pele as cobranças que estão por vir, antes mesmo de a bola rolar. Numa correria louca nos últimos dias, ele não para em lugar nenhum, tem sempre um novo contato a procurar, uma nova conversa a ter, tudo para tentar colocar no papel o que tem em mente para o Guarani.

E, nesta correria maluca, ele fica na expectativa de ser sempre bem recebido nos lugares onde vai, angariando o apoio que almeja para tornar o Guarani um clube forte e vencedor.

Só que o tempo para este ano é curto, e a cobrança será enorme. Se fosse para 2021, até que seria uma boa. Mas não é. Tem que conseguir resultados é para ontem, então que Araújo se prepare para perder noites de sono e ganhar mais alguns fios de cabelo branco na cabeça.

 

 

 

Foto: José Carlos de Oliveira

 

Cuidando do estádio e do campo – No que depender dos cuidados dos novos diretores e seus parceiros, que trabalham de forma voluntária para ajudar a arrumar a casa do Bugre, o Guarani não terá problemas no Mineiro. O campo e o estádio receberam todos os cuidados necessários, e o gramado, guardadas as decidas proporções, está um verdadeiro tapete verde.

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