O que é que há, Kaboja?

Depois de alguns mandatos e duas presidências da Câmara Municipal, o vereador Rodrigo Kaboja (PSD) parece ter ficado fora de sintonia com os novos tempos. Bom vereador, trabalhador em suas bases, gente de bom trato, conhecedor das leis e do regimento interno da Câmara, não é possível que nesta altura de seus conhecimentos políticos/eleitorais, possa Vossa Excelência apresentar um projeto de lei, fazendo voltar o nepotismo, ou simplesmente o autorizando.

De qual baú será que o tranquilo e risonho (quando está calmo) vereador retirou tamanha aberração?

Antes é preciso uma explicação: assim como é um prefeito “obreiro”, Galileu Machado é também um nepotista de primeira classe. A árvore genealógica publicada pela revista Veja, quando de um dos mandatos de Galileu Machado, mostra uma penca de parentes, primos, irmãos, cunhados, filhos, sobrinhos etc., todos pendurados em seus galhos.

Na época, embora antiético, até podia, pois não havia lei regulando o assunto nem promotor com peito suficiente para enfrentar o Poder Público Municipal. O tempo passou, Galileu ficou afastado da Prefeitura por três mandatos e até agora nomeou a sua filha como secretária, numa promoção dentro dos quadros do funcionalismo municipal. Sobre isso, o prefeito já está respondendo ao MP. Se está certo ou errado, isto será visto em algum tempo.

Voltando ao assunto Kaboja e a sua pretensão de fazer uma lei “tipo puxadinho”, definitivamente ele não parece bem assessorado na questão. Como líder do prefeito, pode ser que esteja obedecendo ordens, pois agora os seus redutos eleitorais que estavam à míngua de obras estão recebendo um tratamento bem especial, que tem despertado algum ciúme dentro da própria base partidária do prefeito na Câmara.

Como na música cantada por Fábio Jr. “O que é que há?”, provavelmente nem mesmo Kaboja saiba “o que está se passando na sua cabeça” para assinar um descalabro tão grande, ou em outras palavras, uma coisa tão pretensiosa que vai levar chumbo de todo lado. Após a reunião da Câmara, este Diário quis saber do vereador o que no fundo ele queria, mas, alegando que estava de luto, não respondeu nada e saiu apressado. Só que ninguém sabe o porquê do luto de Kaboja, já que não se tem notícia de ninguém que tenha morrido, não se fez, como de costume, um minuto de silêncio...

Com certeza, ele aparecerá hoje para falar sobre o assunto, defendê-lo se for possível e explicar o tal luto que ficou como uma interrogação no ar.

 

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