O preço de cada um

Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) dá o belo exemplo de como se deve colaborar com a pálida economia brasileira, se dando reajuste de quase 17%, o assalariado que recebe o mínimo possível para comprar umas bananas, consegue incríveis 2%.

Que não se discuta o aumento em si, mas a miserabilidade presente em todos os setores da vida urbana ou rural do país. Os ministros normalmente não assaltam ou roubam, como a maioria dos políticos, mas fazem parte de uma classe especial, a nata das autoridades. De fato precisam de bons salários, pois têm que estar apresentáveis, morar bem e representar dignamente o país.

Não é por acaso que os ministros recebem algo em torno de R$ 5 mil como auxílio moradia, valor que em Brasília não paga nem o aluguel de um bom barracão no Lago Sul. Mas é uma heresia quando somado ao indecente “auxílio paletó”, criado para a autoridade estar sempre elegante com vistosos ternos italianos. Somando estas “pequenas vantagens”, mais férias em dobro, 13º salário e taxas sobre processos e mais etcéteras, não deve passar muito de R$ 60 ou R$ 70 mil, pois aí vêm as passagens aéreas, o direito aos melhores hospitais do país sem pagar um só tostão e mais etcéteras.

Evidentemente que todos os brasileiros querem que os homens públicos ganhem bons salários, partindo da premissa de que isto evitará a corrupção já detectada no meio jurídico, onde quem comprovadamente é pego por falcatruas, ao invés de perder o cargo e ir para a cadeia, o perde sim, mas se aposenta com todas as regalias e outros etcéteras.

Também por esta razão não se deve abominar o “aumentinho” que os juízes do Supremo terão a partir do ano que vem, afinal o que são R$ 6 ou R$ 7 mil, perto de 60, 70, 80 ou sabe-se lá quantos mil recebem no final da linha? Óbvio que as consequências deste malfadado reajuste são perigosas, pois a partir do aumento ao STF, todo o judiciário e os parlamentares em todos os níveis entram na dança, e ganham até sem pedir o reajuste brasiliano.

Sem lamentações, mas apenas e tão somente como informação, os juízes do STF do Brasil, são os mais bem pagos do mundo e que têm mais regalias. Se isso é ou não vergonhoso, coloque etcéteras nesse bolo, pois tem muita coisa que não foi escrita neste editorial, até por falta de conhecimento embora exista um portal de transparência que somente quem o faz acredita no que ali é apresentado.

 

 

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