O povo que se dane

A decadência chegou! É latente e grita aos quatro cantos do país! A população está polarizada e, consequentemente, em declínio, que sabe-se lá aonde nos levará. Durma-se com um barulho desse. A bancada da Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) declarou ontem, guerra aos pobres de Minas Gerais. OS deputados estaduais Sargento Rodrigues (PTB), Delegada Sheila (PSL), Delegado Heli Grilo (PSL), Coronel Sandro (PSL) e Bruno Engler (PSL) – que juntos gastaram mais de R$ 600 mil em verbas indenizatórias, de fevereiro a novembro de 2019 – anunciaram que vão obstruir toda e qualquer proposta que entrar na ALMG, até que o projeto de lei que garante a recomposição salarial de 41,7% dos agentes de Segurança Pública seja aprovado. E a situação piora, pois pode refletir nas iniciativas que tramitam na Casa e que visam amenizar os impactos da chuva no Estado.

Já não bastasse o Brasil ser o sétimo país mais desigual do mundo, segundo um relatório de desenvolvimento humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), os políticos trabalham arduamente para que aqueles que mais necessitam das políticas públicas passem por situações sub-humanas. O declínio grita! Para tentar “amenizar” a situação, a deputada Beatriz Cerqueira (PT) apresentou uma emenda estendendo a recomposição salarial da Segurança Pública para as demais categorias, o que bancada ‘das polícias’ alegou ser inconstitucional. De acordo com os parlamentares, “Há vício de iniciativa e isso tem um impacto financeiro enorme”. Faltam palavras para definir tal situação. Faltam justificativas. O declínio chegou e está sendo fatal. Aqueles que foram eleitos para representar o povo hoje trabalham apenas para si próprios, somente isso.

A pergunta de R$ 1 milhão é: para onde este caminho obscuro nos levará? Em outubro de 2019, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pesquisa mostrando que a concentração de renda volta a crescer no Brasil. Em outras palavras, o rico ficou mais rico, e o pobre ficou mais pobre. E, se depender de representantes como estes, quem está na lama vai continuar. Segundo a Constituição Federal, um deputado estadual é detentor de cargo político que tem a incumbência de representar o povo na esfera dos estados. O seu artigo 5º, diz: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. Uma pena que tudo isso é apenas no papel. Lastimável que são poucos os que cumprem estas regras.

E tudo só nos leva a uma conclusão: político não tem que ser idolatrado, e sim cobrado. Afinal, eles são ótimos para gastar o dinheiro do povo como se não houvesse amanhã, mas, quando o assunto é representatividade, aí é o povo que se dane! Que lute pelos seus direitos e por sua sobrevivência. Agora, a luta será maior, pois, em declínio, poucos sobreviverão para contar história.

 

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