O ponto do melado

Para se transformar o caldo de cana em melado, é preciso vigiar o ponto de equilíbrio. O “ponto” do melado é atingido quando o caldo se torna denso, transformando se num xarope de espessura média, adquirindo consistência de bala mole (65° a 75° Brix). Mais que isso, ocorre a cristalização da sacarose que se busca no processo de produção de rapadura. Então, em vez de melado, surge a rapadura, que também é gostosa, mas não é melado. Por que escrevi isso? Para mostrar que, assim como na feitura do melado, é preciso vigiar o ponto de equilíbrio na relação dos vereadores com a Prefeitura em crise financeira e administrativa, evitando a instabilidade social.

 Quem alimentou a crise, hoje a critica 

Percebo nas ruas e pontos de ônibus que a população, embora sofra com as consequências da crise pela qual passa a Prefeitura, não tem noção da sua gravidade. A coisa é séria. Entenda a questão: o Governo Fernando Pimentel (PT) segura em seus cofres R$ 105 milhões a que Divinópolis tem direito. E não segura verbas estaduais só daqui, trava de todas as prefeituras de Minas. Então, não há, a médio prazo, nenhuma possibilidade de o Governo Romeu Zema (Novo), em um passe de mágica, ainda em 2019, liberar os bilhões sequestrados pelo governo petista.

Mas o mais dramático é ver vereadores que, de certa forma, contribuíram para o caos criticarem a Administração Galileu Machado (MDB)

Quem alimentou a crise, hoje a critica - II 

Quando o prefeito Galileu Machado enviou à Câmara Municipal o projeto propondo uma revisão na Planta Genérica de Valores do IPTU, uma das razões que ele citou foi a de que pedia a revisão do imposto para que o Município tivesse caixa para atender os pedidos de obras feitos pelos vereadores e que se acumulavam em sua mesa. Hoje, nas reuniões da Câmara, vejo edis que estiveram na base de sustentação do governo e que, por isso, contribuíram para o inchaço da máquina administrativa, indicando apoiadores para cargos comissionados e pedindo obras para bairros que compõem suas bases eleitorais, criticando o Governo Municipal. Na maior cara de pau.

Ponto de equilíbrio 

Aqui voltamos ao tema “ponto de equilíbrio”. A Prefeitura, mesmo em crise, respeitando o duodécimo, é obrigada a enviar à Câmara Municipal anualmente algo em torno de R$ 18 milhões. Grosso modo, a Casa Legislativa vai custar aos contribuintes o valor de R$ 72 milhões em quatro anos. Algum eleitor já leu, ouviu ou viu algum vereador pedindo ao presidente da Casa que cortasse as mordomias e, no fim de ano, devolvesse à Prefeitura os valores economizados com corte de despesa? E isso já acontece em outras cidades. Para não alongar, vou citar duas:

- A Câmara Municipal de Formiga devolveu à Prefeitura R$ 720 mil, provenientes de economias feitas no Legislativo ao longo de 2017. E também a Câmara de Uberlândia devolveu R$ 3,6 milhões à Prefeitura de Uberlândia, resultado de economia nas despesas do Legislativo em 2016.

Diante destes dados, reforço minha tese de que muitos vereadores que hoje criticam a Administração Galileu Machado têm seu quinhão de culpa pela crise pela qual passa a Prefeitura.

Por isso, insisto: vereadores precisam encontrar o ponto de equilíbrio na relação com a Prefeitura para ajudar o prefeito a sair da crise financeira, administrativa e social que, em parte, eles ajudaram a criar, que o prefeito herdou e que o alcaide também gerou.

 Futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro disse, em entrevista à Rede Super de Televisão, divulgada nesta quarta-feira, que brigou com o marido "muitas vezes" pela maneira como "ele colocava as palavras". Ela diz que, na Presidência da República, todos os "rótulos" sobre Jair Bolsonaro vão cair.

— Todos esses rótulos vão cair por terra, porque ele não é essa pessoa, meu marido é um príncipe — disse em referências às críticas que ele recebeu durante a campanha.

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