O ‘Não’ aos árbitros de vídeo

Batendo Bola

 José Carlos de Oliveira

 jcqueroviver@hotmail.com.br

 

Não será para agora que será implantado o árbitro de vídeo (VAR) nos jogos do Campeonato Brasileiro. Com a negativa partindo por parte de alguns clubes, a desinformação gerou revolta em muitos torcedores. E seria interessante que os próprios dirigentes tratassem de esclarecer suas posições.

Enquanto isto não acontece, tentamos entender o porquê de a novidade não acontecer agora, e por mais que os clubes tenham alguma culpa, é sim a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a grande responsável pela novidade não valer já para o Brasileirão deste ano.

 

Não queria mesmo

 

Pelo que se deduz até aqui do assunto não há como a CBF se eximir de culpa. São muitos os indícios que apontam para este caminho. A começar pelo alto custo do projeto. R$ 45 mil por jogo é muito dinheiro para ser jogado nas costas dos clubes. Tem rendas (descontadas todas as taxas, inclusive da própria CBF, com divisão de renda, arbitragem etc e tal) que não atingem este valor. E aí, como fica? Os clubes pagam para jogar?

 adê a grana? 

E tem muito mais! Pelo que se sabe, no Brasil, as Ligas, federações e a própria CBF recebem (rigorosamente) suas taxas em todos os jogos, e ainda cobram por todo tipo de serviço que prestam: desde inscrição de jogadores a simples consultas sobre determinadas situações. É muita grana que entra nos cofres das entidades, para muito pouco serviço prestado ao futebol.

A bem da verdade - ligas, federações e CBF – mais prejudicam que ajudam os clubes e o futebol.

 

É rico pedindo esmola a pobre

 

Simplificando o assunto, numa linguagem mais simples, a CBF exigir que os clubes paguem pela novidade é o mesmo que um milionário pedir esmolas a um pobre, cobrar por um serviço em que será ele o maior beneficiado.

 

A verdade é que...

 

...caberia à CBF, que ano a ano tem lucros exorbitantes com o futebol, sem nada fazer para melhorá-lo, garantir essa despesa. Se ela joga a responsabilidade nas costas dos clubes (tendo a prerrogativa de obrigar os mesmos a implantar a novidade) é porque não tem interesse algum que o VAR se torne realidade. Simples assim!

 Um detalhe 

E tem algo mais. Se os dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol quisessem mesmo implantar o VAR, sem ter maiores custos, bastaria tirar ‘aqueles postes’ que ficam atrás dos gols, e que nada acrescentam ao futebol. São raríssimos os lances em que eles contribuem com os árbitros principais, e mesmo assim continuam lá, paradinhos, no fundo dos campos e, o pior, sendo muito bem pagos para isto. Era só tirar ‘os postes’ e colocar o VAR. Ou não?

 MANGUEIRAS BRASIL 

Mais um vexame do futebol carioca

 

É! A realidade do futebol carioca fica a cada dia mais escura. Se alguém for analisar com os olhos da razão e não do coração, terá a certeza que hoje o futebol carioca não tem mais o glamour de antigamente. A verdade é que ele apenas sobrevive, mas já mostra sinais claros de seu declínio.

 

Primeira zebra

 

E na primeira fase da Copa do Brasil, a primeira grande zebra veio justamente com um time do Rio de Janeiro. O Botafogo caiu perante a Aparecidense, de Goiás, tomando a virada na noite de terça-feira, depois de abrir 1 a 0 com um belo gol de Pimpão.

 

O pior

 

Mas o pior da história não foi nem a derrota, foi a declaração de um dos patrocinadores do clube, que agindo como torcedor deitou falação para cima do treinador Felipe Conceição, garantindo que o mesmo não tem competência para estar à frente do time. Se até quem ‘banca’ o time está contra quem ficará a favor? É, ta difícil!

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