O fim se aproxima

 

Desde o dia 16 de agosto, os candidatos a deputado estadual, federal, senador, governador e presidente estão na luta, ou melhor, na guerra para se manterem firme, e conseguir – ou se manter – o tão sonhado cargo da política. Temos ainda aqueles que querem subir de cargo, passar de vereador, para deputado. Mas, o fim da guerra se aproxima. E que guerra. Nunca antes, os candidatos e o eleitorado tinham vivido eleições como esta. Candidato preso, candidato esfaqueado, candidato internado, candidato isolado em monte; eleitorado se atacando, e até mesmo entrando em vias de fato. Mas, a vantagem é que tudo está próximo do fim. Faltam apenas dez dias para esta guerra acabar, pelo menos parte dela, já que há previsão de segundo turno para presidente.

Os candidatos tiveram pouco mais de um mês para convencer o eleitor de que ele é melhor. Ele é a melhor escolha para representar o eleitorado no Legislativo e Executivo federal e estadual. Mas, mais um fato chamou a atenção este ano – além da guerra instalada no país. O alto número de candidatos. As eleições deste ano tiveram o maior número de postulantes à Presidência em 29 anos.  São 13 presidenciáveis, contra sete em 2014. O número de candidatos a cargos públicos em 2018 em Minas Gerais, o segundo Estado em votos no País, é o maior desde o retorno das eleições diretas para governador, em 1982.

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) recebeu até o dia 15 de agosto, data final para o pedido de registro de candidatura, 2.217 solicitações de candidaturas. Em 2014 e 2010, eram, respectivamente, de 1.943 e 1.790 pedidos. O número de legendas na disputa este ano é de 31, ante 28 em 2014. Em 1982, eram quatro. É candidato que não acaba mais. É promessa que não tem fim. É chão para rodar, que não acaba mais. Tem gente que é investigado na Lava Jato, tem presidente que sofre processo de impeachment, tem padre, tem pastor, por pouco não tem santo.

E assim vivemos tempos sombrios, de guerra por uma cadeira, pelo poder. Poder este, que muitas vezes nem chega à população. Com o fim chegando, a pergunta é: quem será o vencedor? O povo ou o candidato? No dia 7 de outubro, quem ganhará esta guerra? O povo – que se estapeia na rua para defender seu candidato – ou o eleito? O tempo de guerra está chegando ao fim, e vem se aproximando o tempo de decisão, e também o tempo de ganhador.

As promessas estão lançadas aos quatro cantos do Brasil. Se bobear tem gente vendendo até terreno no céu, mas quem ganhará no dia 7 de outubro? O povo? Esse mesmo que mendiga e espera por melhorias há anos, enquanto os políticos fazem a farra com o dinheiro público? Esse mesmo que acredita piamente em seu candidato, o defende com unhas e dentes, e depois fica “a ver navios”? Esse que é usado de quatro em quatro anos para eleger quem não os representará?. A pouco mais de uma semana para esta guerra acabar a pergunta é: o que sobrará desta eleições?

 

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