O esporte e o coronavírus

José Carlos de Oliveira

As “férias forçadas” que clubes e atletas de todo o mundo estão sendo obrigados a viver nestes tempos de pandemia do coronavírus trarão algumas consequências. A maioria pode perder (e muito) com estes meses parados. 

No futebol, além do lado técnico e físico dos atletas, o que mais assusta alguns dirigentes de clubes brasileiros é o financeiro. A perda de receitas deixa muitos com a cabeça quente e os cabelos em pé. Se não encontrarem uma solução urgente para o problema, poderá ser uma “quebradeira geral”. Se os clubes já estão endividados, sem as bilheterias e perdendo patrocínios, a situação ficará muito pior.

Mas a pandemia traz consigo o outro lado da notícia, com boas e más novas para dirigentes, técnicos e torcedores.

O desafio dos treinadores

Há sempre os dois lados de uma história. Quando os campeonatos foram paralisados houve aqueles que reclamaram, porque estavam em bom momento e perderiam com semanas sem jogos. Mas, para os times que não estavam bem na fita, era uma oportunidade para refazer seus planos e se recuperar com os dias parados. 

No entanto, tudo é teoria, que nem sempre se torna realidade. Somente quando a bola rolar novamente, teremos uma noção exata de quem perdeu e quem ganhou com as férias forçadas.

Os treinadores, por exemplo, terão um desafio e tanto pela frente: fazer com que suas equipes mostrem um melhor futebol, sem ter tempo para treinar os times. Quem for mais competente certamente largará na frente dos demais, mas não adianta nem fazer planos, porque ninguém sabe quanto cada atleta perderá de seu condicionamento nestes dias parados. 

Será um Deus nos acuda para os preparadores fazer com que alguns voltem à antiga forma. A sensação de que quem não estava bem poderá voltar melhor (e vice-versa) é hipotética e não dá para ninguém apostar suas fichas nisso.

A verdade é uma só: não há indícios de que os times terão espaço para uma minitemporada. A bola voltará a rolar e não haverá tempo para nada, serão jogos nos meios e fins de semana, e salve-se quem puder. E somente se dará bem o time que tiver reservas à altura dos titulares.

Quebradeira dos clubes

Deixando de lado o aspecto técnico dos clubes, a maior dor de cabeça dos principais dirigentes do futebol brasileiro neste momento de crise é como arrumar grana para cumprir com os compromissos assumidos no início da temporada, porque todos estão perdendo muito dinheiro nestes dias parados, dos mais humildes aos mais poderosos dos clubes. 

A perda de receita com bilheterias e patrocinadores poderá levar muitos à falência, e que ninguém se engane quanto à esta verdade. Se já estavam em dificuldades antes, ficará mil vezes pior para o restante da temporada. 

O lado social da Raposa

De bom nesta história do Covid-19 é ver que muitos dirigentes de clubes não perderam de todo a vergonha na cara e ainda se preocupam com o bem-estar de seus torcedores e da população em geral. Ceder seus clubes sociais, estádios e sedes para receber doentes era o mínimo que poderiam fazer neste instante.

 

Raposa

Aqui pelas bandas das Minas Gerais, não é de hoje que os clubes se preocupam com o lado social e já há anos promovem ações voltadas para as suas torcidas, e não poderia ser diferente agora.

Nestes dias sem aulas, com as crianças em casa, o Cruzeiro está disponibilizando farto material para os pais entreterem os pequenos. O clube divulga em seu canal oficial no YouTube conteúdos especiais dos mascotes Raposão e Raposinho, para brincadeiras com as crianças.

 

Comentários
×