O caminho

Editorial

Hoje completam-se 478 dias que tudo foi fechado no Brasil por causa da pandemia da covid-19. Já são quase 16 meses lutando contra um inimigo invisível que deixou rastro de destruição por onde passou. Medidas duras precisam ser impostas para tentar impedir o avanço descontrolado da doença no país. Apesar das inúmeras tentativas, algumas são em vão. Os números de mortes causados pela covid-19 mostram isso. Enquanto a ciência aponta o uso da máscara, o distanciamento social e a higienização constante das mãos como o único caminho para conter a propagação do coronavírus, algumas pessoas preferem simplesmente ignorar ‒ e é como diz a Lei de Newton: toda ação tem uma reação. Isso não é bíblico, é física pura! Hoje, no 478º dia de pandemia, a população tem a prova de que a ciência salva. E, como diz uma frase bem conhecida, dita especialmente por cristãos,  “se não se aprende por amor, se aprende na dor”. 

Hoje, Divinópolis entra em seu 168º dia de vacinação contra a covid-19. A imunização começou na cidade dois dias depois de ter começado no Brasil. Os dias 17 e 19 de janeiro, sem sombra de dúvidas, são históricos, pois eles separam o sonho do retorno à vida normal e mostram que, mais uma vez, a ciência salva. O país ultrapassou, na última semana, os 100 milhões de brasileiros vacinados contra a doença. Já são mais de 74 milhões de pessoas que receberam a primeira dose da vacina e mais de 26 milhões que já estão protegidas com as duas doses. Em Divinópolis, em torno de 110 mil pessoas foram vacinadas; 81.692 receberam a primeira dose, e 31.206, duas doses do imunizante. O reflexo disso está nos dados epidemiológicos. O índice de contágio da doença caiu de 1,18, conforme informado no boletim epidemiológico do dia 30 de junho, para 0,83 na última sexta. 

Mais uma vez está mais do que provado que a vacina é o único caminho a ser trilhado neste momento. Vacinas salvam vidas. O avanço em Minas Gerais e em Divinópolis traz reflexos para lá de positivos. A ocupação de leitos de UTI na cidade cai gradativamente e mostra que a imunização em massa é, sim, a solução. Não existe negacionismo capaz de derrubar fatos, capaz de derrubar a ciência. E a prova está aí. Famílias foram devastadas, vidas foram perdidas, porque alguns decidiram simplesmente não aceitar que havia somente um caminho a ser seguido. A prevenção salvou e continuará salvando vidas todos os dias. O mesmo pode ser dito da vacinação. Agora, a escolha sobre qual caminho trilhar está nas mãos do povo: se proteger, se vacinar, ou tentar negar que há apenas um caminho para sair desse quadro nebuloso e continuar andando em círculos. É como diz Newton: toda ação tem uma reação, basta você escolher qual reação você quer para a sua vida, para a sua família, para os seus amigos. 

Talvez a escolha nunca tenha sido tão clara e óbvia, e não seja tão difícil decidir qual caminho trilhar. A luta continua e as armas estão nas mãos da população ‒ que pode decidir por se prevenir e se vacinar, ou por andar em círculos e arcar com as consequências, que podem não ser as esperadas.

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