O apego entre pais e filhos

Tive a oportunidade, esta semana, de falar ao vivo para a TV Integração sobre esse apego que ocorre na vida das pessoas. Durante a matéria, falei em especial do apego entre pais e filhos. Esse apego que, às vezes, aparece em nossos sentimentos, como o carinho, a confiança, o querer estar perto de alguém ou de algo que represente muito para nós, algo que tenha um valor sentimental, que nos deixe seguros e que nos remete a algo bom, gostoso de lembrar. Esse apego que, sendo bem dosado, não é um coisa ruim e, tratando-se de criança, ajuda no desenvolvimento de forma saudável.

No caso da criança, esse apego vem em forma de objeto, que aqui na escola chamamos de objeto de afeto. Na adaptação, ao iniciar no âmbito escolar, esse objeto se torna algo importante para que a criança se sinta segura, e traga para a escola um pedacinho de casa. Ter esse objeto não é prejudicial, uma vez que o significado não está no objeto, e sim no processo de transição que a criança está passando naquele momento.

Quando os pais decidem levar os pequenos para a escola, este processo da separação é muito doloroso para ambos, e as crianças tentam suprir e preencher esta lacuna se apegando em um objeto como uma naninha, uma pontinha do cobertor, um brinquedo, talvez.

Os pais, através do instinto, têm todo esse apego com os filhos, e a hora de desapegar da cria para levá-los à escola é outro processo que acelera o coração. Mas bastam alguns dias para que esses pais adquiram confiança, aí todo o apego com o filho muda de figura, deixando os pais mais tranquilos e certos de sua decisão. Sabemos que é um pedacinho do coração desses pais ficam aqui com a gente, mas, quando o apego chega também a nós, profissionais da educação, viramos entes queridos e parte da família dessas crianças. Quando chega a hora de trocar de professor ou de escola, no caso de alunos que estarão com a gente pelo último ano, todos nós sofremos para desapegar dos laços que construímos com essas famílias e as crianças que por aqui passaram.

Uma reflexão para os pais:

“Dê a seus filhos asas para voar e raízes para voltar”

(Joyce Rosa de Sousa)

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