Número de homicídios em Divinópolis aumenta 23% neste ano

 Rafael Camargos

Com 54 homicídios registrados este ano, o medo e a angústia são sentimentos que já fazem parte da rotina do divinopolitano.  O número supera todo o número do ano passado, quando foram confirmados 44 assassinatos. Os casos, como já comprovados pela Polícia Civil, têm ligação ferrenha com o tráfico de drogas e a disputa entre quadrilhas. Prova disso, é a morte do jovem André Gomes de Oliveira, de 19 anos. Ele foi executado a tiros na noite de quarta-feira, 22, na rua Gustavo Machado, no bairro Interlagos.

Os policiais militares encontraram o rapaz caído no chão, com várias perfurações pelo corpo, já sem vida. O aumento até o momento é de 22.73% em relação ao ano passado.

Crime

Segundo a Polícia Militar (PM), a vítima vendia drogas, quando dois homens chegaram em uma motocicleta Honda/XRE, chamaram por André e o questionaram sobre o dinheiro de tráfico.

Ainda conforme a PM, após a pergunta, um dos criminosos atirou contra a vítima dez vezes e fugiu. Durante buscas no local, foi encontrada uma pedra de crack.

A perícia da Polícia Civil encontrou nove estojos calibre 380.

Troca

Diferente do ano passado, em que os casos ocorreram com maior incidência no segundo semestre, período em que foram contabilizados 30 homicídios, dos 44 registrados durante todo ano, este ano, houve uma inversão, o primeiro semestre foi mais violento até agora, soma 54 assassinatos.
Desde o início do ano, autoridades de segurança promovem ações para combater esta modalidade, que é tida por elas como uma guerra sem fim.

Cenários distintos

O delegado regional, Leonardo Pio fala que o cenário hoje é diferente do início do ano.

— Desde o primeiro trimestre, tivemos uma onda acentuada no número de homicídios, situação que acabou elevando a quantidade, por outro lado, se até o mês de junho registramos um aumento de 53%, se compararmos com o ano passado, a realidade é outra — falou.

Para ele, se comparado o acumulado, de 2016 para 2017, houve um aumento de pouco mais de 13%, que, de acordo com ele é muito menor que a tendência regional e nacional.

— Registro ainda para a sociedade que ela pode ficar tranquila, pois a Polícia Civil está trabalhando no combate efetivo. Ações que resultam em casos como os que ocorreram no feriado. Na medida em que a segurança vai fechando o cerco contra o crime, ocorre a disputa por espaço no mundo do crime, em especial o tráfico de drogas — finalizou.

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