Novo perfil

Preto no Branco

O pior momento da covid-19 tem uma nova preocupação. A mudança no perfil do paciente atendido neste momento, conforme especialistas: deixou de ser as pessoas idosas. Agora, os jovens estão apresentando quadros mais preocupantes da doença. Boa parte que tem sido internada apresenta agravamento, necessitando de UTI. O que não chega a ser novidade. Afinal, qual faixa etária não para de aglomerar, participar de festas clandestinas, viajar e, principalmente, não adotar as medidas preventivas recomendadas? Mas a preocupação não para por aí. A situação dos leitos em Minas Gerais, onde a onda roxa foi adotada, é caótica e pode se estender para as poucas que restam.  Será preciso repetir cenas de São Paulo e outros estados, com pessoas morrendo nas filas de espera, para que a conscientização entre na cabeça de quem insiste em agir dentro da normalidade? É esperar para ver. 

Ainda respira 

Apesar do colapso de leitos em várias regiões do estado, a Oeste vive um momento mais “tranquilo” em relação às demais. Divinópolis, maior cidade e principal referência da macrorregião e da micro, acompanha o cenário. Apesar de um possível caos em relação às vagas do Sistema Único de Saúde (SUS), divulgado e falado nos quatro cantos do município, a ocupação do total dos leitos gira em torno de 60%. Portanto, ainda não é motivo para tanto alarde e pânico. Nestas horas, a cautela precisa ser o carro chefe. 

A aposta é só uma

A vacina é unanimidade quando o assunto é a diminuição dos índices. O problema é que a imunização no Brasil anda a passos de tartaruga por causa da omissão do governo federal, que demorou para acordar.  As providências começaram a ser tomadas depois que a doença já havia fugido do controle ‒ agora, enfrenta dificuldades para comprar até insumos. Com isso, existe uma previsão de não se ter mais doses já na próxima semana. E era exatamente esse o temor dos profissionais da saúde, que, mesmo imunizados, temem pela sociedade cada dia mais vulnerável. Enquanto o ministro da Saúde, Pazuello, se humilha para a China – inicialmente renegada pelo presidente Jair Bolsonaro – a população precisa também começar a temer por ela mesma. 

Os justos pagam 

Certamente, desde que o mundo é mundo, os que não cometem nenhum pecado acabam pagando pelos desobedientes. Com a pandemia do coronavírus, isso não tem sido diferente. Ou será que esta contaminação toda ocorreu por causa de quem cumpriu à risca o isolamento social, usou máscara e higienizou as mãos como recomendado? As festas de fim de ano e o Carnaval que o digam. O resultado está aí. Estamos chegando à segunda quinzena de março e o cenário é o pior de toda a pandemia, que completa um ano. Isso depois de todo sofrimento e provações de 2020.  Diante deste quadro, só fica a constatação de que, para a maioria, a queda – independentemente do tamanho do buraco – não serve de lição. Vão precisar de muitas crateras ainda para começarem, pelo menos, a pensar. 

Em outro caos 

Extremamente mergulhado. Mas, neste, não chega a ser novidade, pois se trata de política. E, neste ramo no Brasil, é assim desde que Portugal usou e abusou destas terras. O último, agora, envolve a operação Lava Jato. O embate entre o ex-presidente Lula (PT) e o ex-juiz Sergio Moro é o assunto da semana, com destaque especial para as acusações do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-magistrado. E não sobrou só para ele, mas para todo o grupo da Justiça Federal que atuou na operação. Vazamento de informações, parcialidade, favorecimentos, modo ilegítimo nas ações... Enfim, um emaranhado de situações que pode mudar totalmente o cenário político brasileiro e que mostra a necessidade de mudanças profundas em todas as esferas. Caso contrário, somando-se ao estado inerte da população, pode levar o país para um buraco sem volta.

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