Nosso verde, quanta saudade

Amnysinho Rachid

  Interessante quando olhamos as fotos antigas da nossa Divinópolis e nos deparamos com como era arborizada a cidade.

      O Centro era lindo, a rua Rio de Janeiro parecia um verdadeiro jardim, as árvores eram idênticas e muito bem cuidadas. Na época, as casas, quase todas com varandas e lindos jardins, ajudavam abrilhantar o cenário. As praças cada uma mais bem cuidadas que a outra, e a população aproveitava o máximo desses espaços. Eram muitas crianças brincando, os velhos tomando sol e os namorados sentados nos bancos para ver a vida passar. 

      Até hoje, deparamos com lindas árvores, apesar de estarem malcuidadas, quase sempre com a raiz toda cimentada, não tendo como a árvore receber água, ficando quase sempre danificada e morrendo.

       A cidade sempre teve um grande cinturão verde, que foi sendo derrubado com o crescimento da população.

     Sempre ouvimos dizer sobre a Mata do Noé como sendo o pulmão da cidade. Acredito sempre que a Prefeitura tinha por obrigação transformar o espaço em um parque, mas fazendo a coisa direito e pagando o valor correto aos donos. Conheço a família dona da mata do Noé, que a vida inteira cuidou com garra, sem ter apoio algum, sempre enfrentando invasões, queimadas, assaltos e todo tipo de problemas. Um povo íntegro que esperou bravamente por soluções. A maioria já partiu e deixou apenas o sonho de ver seu legado resolvido.

     O mais interessante é que a mata mesmo é pequena, serpenteando o rio, e no meio existe um grande pasto que era explorado com a criação de gado, nos tempos em que a família ainda tinha condições de criá-los.

        Estamos assistindo a cada dia um crescimento urbano sem nenhuma infraestrutura,  bairros novos sem nada de arborização. Deveria existir uma lei que exigisse que para cada imóvel teria que haver um número certo de árvores.

        Aí pinta aquela saudade de quando éramos crianças e a quantidade de árvores no Centro era tão grande que, no dia da poda, passávamos o dia brincando no meio dos galhos, que atravessavam vários quarteirões. Saíamos totalmente cheirando barbeiro, um fedor só.

        Quando, nestes dias de sol, passamos debaixo de uma grande árvore notamos e sentimos como são importantes na nossa terrinha.

      Caros candidatos para nossa política, parem um pouco e revejam fotos da nossa Divinópolis antiga e notem como era bela. Tentem reverter a nossa degradação e estejam certos que serão lembrados na história.

     E continuamos aqui, torcendo sempre por momentos melhores. TOK Empreendimentos, rua Cristal, 120, Centro.            

         

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