Nos bastidores

Nos bastidores 

Por mais que o jornalista tenha fontes antigas e fidedignas, as informações exclusivas e as pessoas certas para se obter as informações estão nos bastidores. Basta um giro e achar os informantes certos. A coluna já destacou, neste espaço, a quantidade de candidatos por Divinópolis que devem brigar por uma vaga na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa em 2022, cerca de oito. A quantidade já é exagerada, mas pode ser ainda maior. Uma volta pelos corredores da Câmara ontem foi suficiente para constatar que, da época publicação para cá, cerca de um mês e meio, só no Legislativo surgiram mais dois dispostos a entrar na disputa. Caso se confirme, o número pode chegar a 10, só na Câmara, 5. É muita gente para pouco cargo. Ou seria muita vaidade para pouco tempo de vida pública? O pior de tudo nem é o “gostar de aparecer demais”, mas a polarização dos votos. Elege-se poucos, a representatividade fica minguada e o povo é que paga ‒ como de costume, mas por culpa dele próprio, que deixa ser enganado e escolhe mal. 

Vai levar essa 

Embate entre o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Agostinho Patrus (PV), e o governo de Minas caminha para sair o vencedor. E para quem apostou nos deputados novamente, bingo!  Apesar da resistência do secretário de Estado do Governo da gestão Romeu Zema (Novo), Mateus Simões, em continuar no governo, seu cargo parece estar com os dias contados. E o pior: pode também levar outros servidores de volta à ALMG. Mateus Simões é procurador da Assembleia, cargo do qual está licenciado para ocupar a Secretaria de Governo. Cabe ao presidente da ALMG ‒ com pitacos de seus aliados, é claro ‒ a renovação de sua cessão ao Executivo do Estado. E, ao que tudo indica, a licença não será renovada, uma baixa significativa no Governo Zema,  infelizmente. Como se não bastasse, existem outros servidores da Casa na mesma situação, dependendo da renovação da autorização. É o caso, por exemplo, da divinopolitana Mila Batista Leite Corrêa da Costa, consultora legislativa da ALMG, licenciada para atuar como diretora geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (ARMBH). Mila passou por todo o processo exigido para o cargo e por eleição. Tem um currículo técnico extenso e seu nome recebeu a maior votação na eleição do Conselho. Mas, pelo visto, no seu caso e no dos outros, não é requisito quando se trata de uma batalha política. Caso sejam confirmados os retornos, é a terceira derrota do governador, não por falta de razões, mas por um sistema político viciado que atropela tudo e todos em prol dos seus interesses. 

Prejuízo maior 

Dos males, o maior sem dúvida é a possível saída de Mila do comando da ARMBH. Além da qualidade do trabalho desenvolvido com muito conhecimento e competência,  os municípios vão perder e muito, especialmente por se tratar de ano eleitoral. O momento para a troca não é o ideal, visto a quantidade de projetos em curso, considerados cruciais para o desenvolvimento da Região Metropolitana, levando em conta, principalmente, que estão quase finalizados. Perde a Agência de Desenvolvimento, os municípios, dos quais ela tem muita proximidade e afinidade e, mais uma vez, quem? O povo, que ficará sem as melhorias previstas. O mesmo que em outubro de 2022 estará nas urnas como se nada tivesse acontecido. Vai gostar de sofrer! 

Bons resultados 

Fim de ano chega e com ele os tradicionais balanços. Se tem instituições e empresas lamentando, tem outros  comemorando. Um deles, o presidente da Gasmig, Pedro Magalhães. Segundo ele, tudo se conjuga para que a estatal, controlada pela Cemig, siga a ampliação de sua rede de distribuição para atingir o Triângulo Mineiro, passando pelo parque industrial de Divinópolis e por cidades vizinhas. É o que os empresários destas cidades esperam. Afinal, o gasoduto deixou de ser promessa para se tornar realidade, conforme a própria Gasmig disse em 2020. Que esse resultado positivo seja usado para, enfim, iniciar esse projeto. 

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