Sonho que virou pesadelo

José Carlos de Oliveira

Aclamado presidente do Guarani no mês de setembro, Nivaldo Batista o ex-zagueiro Araújo, que em campo fez história no clube e honrou a camisa do Alvirrubro em inúmeras temporadas assumiu o comando do Bugre de Porto Velho para um período de dois anos, entre 2019 e 2021, com grandes sonhos e projetos. Estava disposto a arregaçar as mangas e trabalhar duro para fazer do Guarani um clube ainda mais forte e vencedor. Mas, do sonho à realidade, bastaram poucos meses.

Com parte da torcida fazendo uma oposição sistemática, como nunca vista pelas bandas do Farião, o presidente ainda teve contra si os resultados do time em campo, que não foram os esperados pela diretoria e muito menos pela fanática torcida. Com ele, o Guarani acumulou derrotas em cima de derrotas e somente se livrou de um vergonhoso rebaixamento para a Segunda Divisão do futebol mineiro na última rodada do estadual, com vitória heroica sobre o Ipatinga, por 2 tentos a 1, em pleno Vale do Aço.

Paz para trabalhar

Quando todos esperavam que a permanência no Módulo II e mais tempo para preparar a próxima temporada fossem o bastante para pacificar o ambiente no Bugre, não será desta forma. As vozes dos opositores não deram trégua, o que levou o dirigente a um desgaste que culmina agora com sua saída da presidência por tempo indeterminado, para cuidar de um problema de saúde.

Com vários exames já programados, Nivaldo Batista deve oficializar sua licença do cargo de presidente do Guarani – sem data programada para retomar suas funções – nos próximos dias. Em seu lugar, quem assume a presidência é o seu vice, Robson Luiz de Camargo, que apenas aguarda que Araújo envie os documentos solicitando a licença do cargo, para tratamento médico, para assumir os destinos do Bugre e acelerar os preparativos para montar um time ainda mais forte para 2021.

 

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