Não vai prorrogar

O prazo para a saída dos ambulantes estipulado pela Prefeitura para 1º de dezembro está mantido. Em conversa com a coluna, o prefeito Galileu Machado (MDB) disse que não estenderá o limite nem por mais um dia. A alegação do chefe do Executivo é que a mudança de local não afetará em nada a venda deles em dezembro, data considerada pela categoria como 13º do ano. O prefeito não deixa de ter razão, desde que eles tenham um espaço próximo para instalarem suas barracas e que seja feito de uma forma que não afete os que realmente querem trabalhar. Do contrário, é querer resolver somente para mostrar serviço.

Os lados

De um lado, Prefeitura que não deixa de ter razão, se for avaliar diversas situações, como a bagunça que virou o camelódromo, não por parte de todos que lá atuam, é claro. Do outro, os ambulantes que não estão ali brincando precisam sustentar suas famílias. E, no meio, os que em barracas sublocadas se infiltraram para cometer práticas ilegais e a inércia da Prefeitura que deixou a situação chegar a este ponto. Se a data está mantida, se já tem lugar para a transferência ou ainda haverá uma queda de braço, isso não vem ao caso. O que importa agora é se chegar a uma solução para que ninguém saia prejudicado.

Teve peito

A reclamação do barulho, da sujeira e das abordagens é antiga, há pelo menos oito anos, cerca de três anos depois da instalação do Centro de Comércio Popular no quarteirão da rua São Paulo entre avenida 1º de Junho e Getúlio Vargas, na gestão do ex-prefeito Demetrius Pereira.  Seu mandato acabou cerca de um ano depois, vieram duas gestões de Vladimir Azevedo e mais dois anos da Administração Galileu, até que, neste terceiro, ele comprou a briga e caminha para resolver a situação. Se vai terminar da forma desejada, ainda não se sabe, mas a iniciativa não deixa de ser um grande feito.

De luto

Divinópolis e região estão de luto. Perderam ontem um dos melhores narradores que esta cidade já ouviu: o torcedor e eterno defensor do Guarani, Ricardo Lúcio. Quando cheguei a Divinópolis, em meados de 2004, tive o prazer de conhecer, conviver e também atuar em poucas mas excelentes oportunidades ao seu lado. Quantas vezes, em empates, derrotas e vitórias de Guarani, Cruzeiro ou Atlético, debatíamos quase duas horas na estrada, no caminho de volta do Mineirão para casa. Firme em suas convicções, dificilmente errava em suas análises. Certamente se encontrará lá em cima com outros ícones do futebol que perdermos não há tanto tempo, como Willy Gonser, Alair Rodrigues, Hércules Santos, que morreu no último dia 3, e tantos outros.

Perdeu para a doença

Ricardo Lúcio tinha 63 anos e, há pelo há três, lutava contra o diabetes e, devido às complicações da doença, teve que amputar parte de uma das pernas. Logo depois, precisou iniciar o tratamento de hemodiálise. No início deste ano, foi indicada uma cirurgia cardíaca, mas, devido ao seu estado debilitado, foi adiada. De lá para cá, foram diversas complicações graves que o levaram inúmeras vezes ao hospital e CTI. Um gigante na voz e nos gritos de gol, não foi páreo para a doença e se calou deixando o esporte divinopolitano órfão. 

De mal a pior

Divinópolis perde uma de suas referências na narração futebolística e Minas Gerais pode ficar sem um dos seus grandes no gramado na Série A para a Série B do Campeonato Brasileiro. Foi mais uma rodada simplesmente desastrosa para Atlético e Cruzeiro. O primeiro levou goleada em seu terreiro, o outro não deu conta de ganhar do último colocado na tabela de classificação. Sei não, se houver alguma coisa que azuis e alvinegros ainda possam fazer para evitar essa tragédia, é bom começar agora e se agarrar ao que podem, se é que ainda é possível. Haja sofrimento! O bom agora é que ninguém pode tirar sarro do outro, não dá pra saber qual é mais capenga. E pior, acham que trocar treinador resolve. Ledo engano.

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