Não há erros

É, sim, do ex-prefeito Demetrius Pereira a maior votação para prefeito de Divinópolis: 69.502 votos.

Vereador fez por merecer

O vereador Edsom Sousa (sem partido) foi expulso do MDB. Fui um dos assessores dele, quando presidiu a Câmara de Divinópolis e não só votei nele para vereador em 2016, como também pedi votos para ele. Mas concordo com o prefeito Galileu Machado (MDB), que declarou em entrevista no programa “Bom Dia, Divinópolis”, da TV Candidés, "que esperava mais do vereador”! Galileu contava com o edil para a liderança da bancada do partido e teve a ilusão de que Edsom fosse ajudar o Executivo, mas, na prática, acabou se tornando o maior opositor.

Histórico

Quando o vereador Edsom Sousa nos revelou (grupo de apoio) que iria se filiar ao então PMDB para se candidatar a vereador, entendi que se tratava mais de uma estratégia eleitoral do que uma opção ideológica pelo partido. À época, cheguei a pensar em oportunismo eleitoral.

Explico: nas minhas muitas assessorias, monitorei, fiscalizei e até contribuí com a construção de chapa de vereadores para a disputa de eleições municipais. Por isso, sei que a maioria dos novos candidatos a vereador não aceita filiar-se em partidos que têm vereadores buscando a reeleição, ou nos que têm candidato com mais de 1.500 votos. Os novos candidatos se negam a compor uma chapa apenas para reeleger edis. Assim, Edsom Sousa teria dificuldade em encontrar um partido que o acolhesse para disputar as eleições de 2016 e, por isso, se filiou ao PMDB.

Por que PMDB?

Só um partido com estrutura do PMDB (hoje MDB) teria condições de abrigar Dr. Delano, Adair Otaviano, Hilton Aguiar,   Edsom Sousa e outros em sua chapa e ainda ser interessante para novos candidatos.

Por quê? É que, com a eleição de Galileu Machado, o partido teria muitos cargos comissionados para oferecer a vários candidatos. Então, candidatos que foram para o sacrifício, compondo a chapa emedebista apenas para dar sustentações a candidaturas de “medalhões”, tiveram como prêmio pela derrota cargos na Prefeitura. Hilton de Aguiar é um bom exemplo: não foi eleito vereador, mas contribuiu com a legenda partidária com 1.544 votos e, por isso, ganhou a Secretaria de Agronegócios (Semag).

Em tempo: estou apenas analisando, pois não acho errado Galileu Machado governar com pessoas em quem confia e que contribuíram para sua eleição.

Voltando ao Edsom

Não morro de amores pelo Governo Galileu Machado e até sou crítico de sua forma de governar, mas não posso deixar de enxergar a realidade política/social/administrativa que cerca a atual Administração. O vereador Edsom Sousa não pode se apegar à desculpa de que se decepcionou politicamente com o governo Galileu Machado e, por isso, foi para a oposição. Ora, quando o ex- emedebista apoiou e pediu votos para o atual prefeito, na eleição de 2016, ele sabia de cor e salteado o histórico do seu candidato. Nos mandatos passados, entre outros erros, Galileu desrespeitou os direitos dos servidores municipais, atrasando em até três meses os salários e o 13 º. Edsom sabia também que participava de um embuste eleitoral, pois o ex-prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) havia assinado um decreto definindo que a Prefeitura estava sob calamidade financeira. Consequentemente, o edil, agora expulso, foi cúmplice do estelionato eleitoral, pois sabia de antemão que as mirabolantes promessas de campanha do seu candidato, que contribuíram para a vitória do PMDB, jamais poderiam ser cumpridas.

E agora?

Expulso do MDB, o vereador Edsom Sousa terá dificuldades em encontrar um partido que dê a ele a filiação, possibilitando-lhe disputar a reeleição em 2020. E vou repetir motivo: a maioria dos novos candidatos a vereadores não aceita se filiar em partidos que já têm vereadores buscando a reeleição, ou nas chapas que têm candidatos com mais de 1.500 votos. Em 2016, Edsom obteve 1.579 votos e só se elegeu na “carona” da grande votação do vereador Dr. Delano: 2.653 votos. Mas, como a política é como as nuvens, tudo pode acontecer de bom ou de ruim com o vereador Edsom Sousa que, por suas críticas e traição ao seu partido, fez por merecer sua expulsão.

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