Não foi Galileu

Sempre muito atencioso e leitor assíduo deste PB, o vereador Roger Viegas (Pros) disse à coluna ontem que não foi Galileu Machado que não gostou de ele apresentar a final dos Jogos Escolas de Divinópolis (JED) na última quarta-feira, 4. Revelou ainda que o prefeito ligou para ele esclarecendo os fatos. Galileu negou ter mandado tirar Roger da apresentação e ressaltou que, mesmo com o seu posicionamento de oposição, o respeita e jamais mandaria fazer isso, por entender que naquele momento o vereador estava ali para ajudar. Melhor assim.

Nem o secretário

Viegas também garantiu que não foi Everton Dutra que o convidou para a apresentação, e sim Xisto Gontijo. Roger disse ainda ter ido embora exatamente para não prejudicar Everton e outros funcionários.  Para ele, é ciúmes por ele apresentar um evento da Prefeitura, e alguém de olho em derrubar o secretário. Uma pena que na política ainda há alguns que usam de artimanhas para prejudicar quem não tem nada a ver.

O motivo

Mas, que tem gente querendo derrubar Everton por causa do seu cunhado, o vice-prefeito Rinaldo Valério (DC), que teria visitado vereadores na véspera da votação contra Galileu para que mudassem suas posições, isso tem. E também já jogaram a responsabilidade para cima do prefeito, citando ele como quem teria determinado a queda do secretário. Para os que têm memória curta, não é a primeira vez que usam o nome de Galileu para realizar desejos próprios, causando problemas à sua Administração.

Assunto rendeu

E a possível compra de votos continua rendendo na Prefeitura, na Câmara e roda de conversas nas ruas. Na reunião de ontem na Casa Legislativa, foi motivo de discurso e indignação. Um deles, do vereador Dr. Delano (MDB). Até o adjetivo traidor esteve no desabafo. Como este PB disse ontem, a relação entre prefeito e vice está mesmo abalada e ainda nesta semana deve ter um desfecho.

Direita na universidade

As universidades não são mais espaço de domínio absoluto da esquerda. A direita entrou quente na Uemg em Divinópolis. O Partido Novo passou a realizar reuniões e discussões políticas dentro da universidade estadual. Na última sexta-feira, no auditório, o Novo recebeu dois deputados da própria legenda para apresentar relatório de atividades. Pode isso, Arnaldo?

Direita à vontade

Sentindo-se à vontade no espaço universitário, estiveram presentes no encontro com deputados do Novo, na Uemg: Afonso Gonzaga e Maria Ângela Sena Rabelo. Os defensores do discurso do espectro da direita nem podiam imaginar que o clima dentro da universidade pudesse mudar tão rápido já que, tradicionalmente, no Brasil, a esquerda sempre teve uma espécie de reserva de poder no espaço estudantil e universitário. Ainda é assim, na maioria, mas quando os governos têm os gestores nas mãos, muda de figura.

‘Miserê’

O procurador Leonardo Azeredo dos Santos, que reclamou do salário-base de R$ 24 mil para a categoria, recebeu cerca de R$ 64 mil apenas no mês de julho, contando a remuneração líquida e penduricalhos. Em maio, junho e julho, o salário recebido por ele passou de R$ 190 mil. O caso repercute nacionalmente. O desabafo foi em reunião do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em Belo Horizonte, oportunidade em que chamou o rendimento mensal de “miserê”.

Que dó

“Estou fazendo a minha parte. Estou deixando de gastar R$ 20 mil de cartão de crédito e estou passando a gastar R$ 8 mil para poder viver com os meus R$ 24 mil. Agora, eu e vários outros já estamos vivendo à base de comprimidos, à base de antidepressivo. Estou falando desse jeito aqui com dois comprimidos sertralina por dia, tomo dois ansiolíticos por dia e ainda estou falando desse jeito. Imagine se eu não tomasse? Ia ser pior que o Ronaldinho. Vamos ficar desse jeito? Nós vamos baixar mais a crista? Nós vamos virar pedinte, quase?” De repente os colegas fazem uma “vaquinha” para ajudá-lo, já que está acostumado a uma vida luxuosa desde criança. Seu sofrimento é de dar pena, coitado! 

Comentários
×