Não faz a diferença

Batendo Bola

José Carlos de Oliveira

jcqueroviver@hotmail.com.br

Depois de uma série de tropeços na Arena Independência, a mística do Horto foi para o espaço – o no “Horto tá morto” escafedeu-se – e a diretoria alvinegra tinha mesmo que procurar uma nova forma de trazer a Massa para o lado do time. Mas sem essa de achar que a força da torcida seria a solução para todos os problemas do time.

Solução?

Há muito mais para ser resolvido pelos lados da Cidade do Galo que apenas a química entre a equipe e os torcedores. A força das arquibancadas é sim um gás que não pode ser desprezado por nenhum clube, mas daí a achar que é esta a solução para todos os males vai uma grande distância.

E o time do Galo sentiu na pele esta realidade. De nada adiantou sair do Horto e ir para o Mineirão. O resultado foi o mesmo: nova derrota como mandante. Até parece que a bola queima nos pés dos jogadores quando o jogo é em BH.

Remédio 

Agora, constatado que o problema do time não é apenas o estádio, a diretoria do Galo decidiu voltar para o Horto, e levou de volta a partida contra o Flamengo para o Independência.

Mais uma vez o presidente Daniel Nepomuceno pisou foi no tomate. Bem ou mau, com os resultados demorando a vir ou não, a casa do Atlético tem que ser o Mineirão. Não dá para abrir mão de jogar para 40, 50 mil torcedores, e se contentar apenas com 20 mil. Tendo a torcida que tem, apaixonada como ela é, o Atlético nunca pode desprezar esta força. E mesmo ela não sendo a solução para todos os males, é sim um remédio que não pode deixar de ser tomado.

 MANGUEIRAS BRASIL 

Aposta

A briga por título já era. Agora, o máximo que os torcedores do Cruzeiro podem sonhar é com uma vaguinha entre os seis primeiros colocados, que garantem uma vaga na Copa Libertadores em 2018. Esta é a realidade azul, hoje, em termos de Campeonato Brasileiro.

Para a Raposa, a única chance de conquista é a Copa do Brasil, onde apenas quatro partidas separam o time de um título. Mas até nisto a torcida tem lá suas dúvidas. Com seus altos e baixos, o time do Mano Menezes não passa confiança a ninguém.

 Bom começo

 E não adianta dourar a pílula, porque é praticamente impossível mudar esta realidade. 2017 para o Cruzeiro terminou na virada do turno, e o que resta agora é repensar a temporada para fazer mais e melhor no ano que vem. E terminando a competição numa boa, entre os primeiros já seria um bom começo...

 Torcida para o ano 

E não tem como fugir desta realidade, tirando a Copa do Brasil e a Libertadores (se o Atlético tiver passado pelo Jorge Wilstermann, no jogo de ontem), a briga das duas maiores torcidas de Minas Gerais é para saber qual clube terminará a competição na frente do outro.

Duro, mas é a verdade. É esta a sina de cruzeirenses e atleticanos para o restante do ano. Muito pouco quem está entre os melhores elencos do futebol brasileiro.

 Não deu certo 

Ninguém sabe os números exatos, mas é certo que o atacante Robinho tem salários superiores a R$ 1 milhão no Atlético. Um custo benefício que não está batendo nesta temporada. Pela bola que vem mostrando, o jogador não faz por merecer a alta grana que embolsa todos os meses. Simples assim.

Mas fazer o que? Esta é a realidade dos grandes clubes do Brasil.Menos mal que técnico Rogério Micale teve peito e coragem para botar o cara no banco de reservas. Agora, ele que trate de recuperar a forma e seu lugar no time.

 Conta e resultado 

Porque de uma verdade ele (Robinho) não pode fugir. Quem paga é o patrão (o clube e a torcida), mas a exigência tem (e será) que ser feita no tamanho da conta bancária. É como somar 2 + 2, e ver que sempre dará 4.

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