Não é bebida...

Preto no Branco

...nem uma questão individual. “Quem escolhe (o imunizante) só pensa em si. E, sem a proteção, não só a pessoa tem maior risco de infecção como ameaça a saúde dos outros”, é o que disse o epidemiologista e  professor na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Paulo Lotufo. E ele está coberto de razão, mas tem muitos “especialistas” por aí que ainda insistem em querer escolher. Além disso, não se dão ao trabalho de pesquisar e ouvir quem realmente entende do assunto para entender de vez que as vacinas, todas elas, possuem eficácias diferentes, levando em conta o nível particular ou em grupo. Quando se é avaliado de forma coletiva, todas elas têm uma elevada potência para diminuição de gravidade, internação e mortes. É preciso desenhar para que se entenda de uma vez por todas que este negacionismo é uma burrice desmedida? 

Sommelier...

...e infiltrados. É bem isso. No meio da população e até de setores ligados à saúde tem muita gente dando uma de sommelier. Esse profissional, geralmente, é o expert  na escolha de vinhos ou outras bebidas. Mas, no atual momento, se tornou o "especialista de vacina", um termo crítico para nomear aqueles que escolhem  supostamente a que acham ser a melhor. Mas não se lembram que estão no Brasil e que, por aqui, não se tem doses suficientes para imunizar toda a população. Por isso, é melhor reavaliar essa atitude idiota, que tem atrapalhado mais do que ajudado o processo de imunização, que já é deficiente. É aquele ditado: “Bobo e estrada de chão tem em todo lugar”. Neste país, com herança podre herdada de Portugal e onde a educação fica em segundo plano, essa leva só faz aumentar. Aff! 

Tem data... 

...será? Com tudo pronto e sacramentado ontem na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o projeto do acordo do governo de Minas com a Vale, que vai destravar R$ 11 bilhões para investimento em infraestrutura no Estado, especialmente, nas obras inacabadas dos hospitais regionais, deve ser votado amanhã. Isso significa que, finalmente, a unidade em Divinópolis será entregue dez anos depois do início da construção, uma paralisação de seis anos por falta de boa vontade política de governadores com Divinópolis. Pelo menos três, mas, em especial, Fernando Pimentel (PT), que ficou somente na promessa. Indo para o lado do dito, “antes tarde do que nunca”, agora vai sair. O próximo passo é ver a questão dos trâmites burocráticos entre Prefeitura e Estado e dar andamento, sobretudo para evitar que seja jogado para ano político, pois o resto todos já sabem. 

Fatia e...

...bem planejada. Dentro ainda do montante repassado para o Estado pela Vale tem a fatia destinada aos deputados. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC)  feita para esse fim foi aprovada ontem em segundo turno e autoriza a transferência direta de recursos do governo do Estado para os municípios no valor de R$ 1,5 bilhão de emendas. O repasse será de forma mais rápida para as 853 cidades mineiras, que receberão conforme o tamanho e o número de habitantes.  Cada Município terá autonomia na aplicação dos recursos, de acordo com as prioridades. Que é um dinheiro que vem em boa hora, levando-se em conta a fragilidade econômica devido à pandemia, isso é. Mas que pelo menos parte dos deputados vai se aproveitar dessas emendas pensando em 2022 não resta dúvida. Não é à toa que o projeto ficou travado tanto tempo na ALMG, sem nenhuma necessidade. 

Política e...

...tributária. Só uma reforma muito bem elaborada e  aprovada será capaz de pôr fim a situações como esta da Assembleia versus Estado. Enquanto o político faz o que quer e os eleitores votam de forma equivocada, essa bagunça seguirá sem que ninguém a incomode ‒ a menos que a população queira continuar pagando todos os patos possíveis pelas más condutas de seus representantes. Pensar sobre isso e acordar para vida, mais do que nunca, é preciso. 

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