Não aprendem

Tornou-se corriqueiro nas reuniões da Câmara a ausência de vereadores em seus lugares, enquanto seus colegas discursam. Não adianta o presidente da Casa falar, interromper as sessões por falta de quórum e receber inúmeras críticas. Eles não aprendem. Ontem, foi ainda pior. Após a fala de Dr. Delano (MDB), o vice-presidente da Mesa Diretora, Marcos Vinícius (Pros) chamou por um, nada, pelo próximo do mesmo jeito, só depois do quarto, o segundo inscrito apareceu.  Explicar que é bom, ‘necas’. A continuar assim, sete ou oito seriam suficientes para reunião e, consequentemente, para representar o povo.

É melhor ouvir

A tirar por algumas falas (disse algumas, pois toda regra tem exceção) é melhor nem falar mesmo. Porque sai cada coisa na tribuna que, sinceramente, melhor nem gastar saliva. É uma falação do outro, reclamação, acusações, cobranças. Apontar solução que é bom... A sugestão é: falar e gritar menos e somar forças para resolver os problemas. A mesmice cansa. Se não tem nada de concreto, poupe-nos. Mas, há casos que se encaixariam na frase do ex-jogador Petković: é melhor ouvir do que ser surdo”. Ele se referiu à fala de um comentarista esportivo que disse: “O melhor brasileiro depois de Pelé é Neymar”. É mole?

Marido e mulher

“Os vereadores desta casa vivem um relação de marido e mulher”, disparou o vereador César Tarzan (PP), no fim da sua fala.  Ele se referia às trocas de gentilezas e o clima nada amigável que permeia a Casa entre os colegas de mandato. Isso porque ele quase não faz uso da fala. Para chegar a escrachar desta forma é porque a coisa não anda bonita mesmo. Outro dia, se ouvia lá de fora os murros na mesa e gritos no plenarinho. Só falta uma coisa: “Dar nome bois”, apesar de ser claro como a luz do dia quem são, a população quer saber.

Crise se agrava

E, na política, a coisa continua sendo repulsiva de baixo para cima e de cima pra baixo.  Gravações mostram que a demissão de Gustavo Bebianno do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República foi precedida por uma discussão longa entre ele e o presidente Jair Bolsonaro por meio do Whatsapp, com troca de farpas relacionadas à TV Globo, a uma viagem à Amazônia e ao caso das candidatas laranjas do PSL, partido de ambos. Porém, o filho do presidente Carlos Bolsonaro não disse que era mentira? Bem, disse sim, daí a estar falando a verdade são outros quinhentos.

Mentiu

Mas, mas não foi só ele quem mentiu. Os áudios, datados de 12 de fevereiro foram publicados nesta terça-feira, 18, pelo site da revista Veja e desmentem a versão do presidente, de que eles não haviam conversado naquele dia. Bolsonaro disse em entrevista à Record TV que era mentira que eles mantiveram diálogo antes da alta hospitalar. As mensagens dão ideia do conjunto de razões para a demissão do ex-ministro, que, segundo a Presidência da República, foram de "foro íntimo" de Bolsonaro. O presidente é chamado por Bebianno de "capitão" ao longo do diálogo. O Palácio do Planalto não havia comentado o caso até o fim da tarde de ontem. Mas, falar o quê? Para mentir de novo, melhor não, mesmo.

 “Inimiga”

No diálogo com Bebiano, Bolsonaro trata a TV Globo como "inimiga" e manda o então ministro cancelar uma audiência com um representante da direção da empresa no Palácio do Planalto. Segundo a revista, o presidente encaminhou a Bebianno a mensagem dia 12, com a agenda do ministro. Ele receberia o vice-presidente de Relações Institucionais da emissora.

Tudo farinha

O que muita gente não entendeu ainda é que só mudam as caras, o comportamento podre ainda reina absoluto. Infelizmente, o brasileiro tão cheio de esperança de mudanças começa a perceber que estava apenas sonhando e começa a viver o pesadelo da vida real.

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