Mudança planejada

Preto no Branco

O mistério envolvendo a saída do secretário de Fiscalização de Obras e Planejamento (Semfop), Will Bueno, acabou ontem. A vice-prefeita, Janete Aparecida (PSC), confirmou a saída da pasta, mas para ocupar outro cargo estratégico: Assessoria de Assuntos Institucionais. Ou seja, ele ficará por conta de agilizar os processos que envolvem recursos que chegam ao Município para realização de obras, por exemplo ‒ haja vista que em outros momentos, mesmo com o dinheiro em caixa, a Prefeitura ficou impossibilitada de usá-lo porque perdeu os prazos. A meta, agora, é se precaver. Quem assume interinamente é o assessor especial do Gabinete, Fernando Henrique, visto que ainda não há um nome para assumir a pasta em definitivo. Enfim, o mistério foi revelado e Will fica.   

Trânsito livre 

No entanto, muito em breve, este nome do cargo que Bueno passa a exercer pode sofrer mudanças ou apenas ser acrescido com parcerias-público privadas. E a mudança visa exatamente isso. Will Bueno é concursado e, antes de se candidatar a prefeito nas eleições 2020, ocupava o cargo de analista de infraestrutura no Ministério da Economia. Além disso, foi assessor da vice-presidência do Senado, o que facilita suas relações em Brasília. É exatamente isso que vai fazer: facilitar ou até mesmo encurtar o caminho Divinópolis/Brasília ou vice-versa, quando se trata de parcerias e benefícios para a “Cidade do Divino”. Que assim seja e ele tenha oportunidade de fazer esta ponte.

Caiu no esquecimento?  

Divinópolis e região aguardam a conclusão da investigação desencadeada há nove meses  sobre os delegados de Polícia Civil, Leonardo Pio e  Ivan Lopes, à época delegado regional e delegado-geral da Superintendência de Informações e Inteligência Policial, respectivamente. Tanto tempo se passou e até hoje não se tem notícias do andamento das apurações. Conforme amplamente divulgado,  o governador do Estado, Romeu Zema, trocou a cúpula da segurança no Estado, face a  investigações não autorizadas de membros da Polícia Civil contra secretários  e ex-secretários de Estado, Advocacia Geral e até contra seus pares. Caiu o secretário de Segurança, general Mário Lúcio Alves de Araújo, e entrou o ex-procurador de Justiça do Estado, Rogério Greco. Com a troca do titular, houve mudança na chefia da Polícia Civil: saiu  Wagner Pinto de Souza e assumiu o delegado Joaquim Francisco Neto e Silva. No dia da posse, Zema pontuou a questão de interferências externas na PC, o que causou saia justa na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na bancada da PC e também nas entidades da classe que aguardam retratação do governador por ter generalizado. Porém, até agora, nenhum pio. 

Guerra interna 

Sobre as tais investigações, se sabe, até o momento, que  algumas viraram denúncias, mas o próprio Ministério Público (MP), responsável pelo controle externo da atividade policial, as arquivou, considerando-as sem fundamento e fruto de uma guerra política interna de poder. Se o caso dos delegados ‒ que mesmo jovens já ocupavam cargo de destaque dentro da corporação, o que possivelmente geraria ciúmes ‒ está entre estes de investigação infundada, ainda não há nada sobre o assunto, mas o que se espera é que o MP aja com o costumeiro rigor e o mais breve possível dê uma resposta à população.

Titular em São Paulo

Mas nem tudo é tristeza. O delegado de Polícia Civil André Lopes, irmão de Ivan Lopes, assumiu a titularidade da delegacia da Polícia Civil de Miguelópolis, município do Estado de São Paulo. André, que tem 40 anos, começou sua carreira em Minas Gerais como escrivão, tendo atuado na cidade de Jacuí, Sudoeste mineiro, e posteriormente em  Belo Horizonte. Enquanto atuava em Minas,  prestou concurso para delegado, tanto para o  estado do Acre quanto para o de  São Paulo, onde preferiu tomar posse. Os irmãos são de Lagoa da Prata, cidade conhecida dos divinopolitanos. Nas redes sociais daquela cidade paulista, os cidadãos dão boas-vindas ao mineiro. Este PB, parabeniza e deseja sucesso.

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