MUD patrocina ônibus para ato contra reforma da Previdência

 

Da Redação

Após dois protestos realizados pela educação em maio e a greve geral ocorrida no mês seguinte, os servidores se preparam para mais um ato contra a reforma da Previdência e os cortes na Educação, na próxima terça-feira, 13. Um ônibus, patrocinado pelo Movimento Unificado de Divinópolis (MUD), sairá da praça da Catedral, às 12h30. A ideia é somar forças ao protesto, em atendimento à convocação das principais Centrais Sindicais do Brasil e da União Nacional dos Estudantes (UNE).

O MUD reúne lideranças sindicais e movimentos sociais, como o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro Oeste (Sintram), Sindicato de Trabalhadores da Rede Municipal de Educação (Sintemmd), dentre outras associações.

De acordo com o vice-presidente do Sintram, Wellington Silva, explicou que os interessados devem entrar em contato com o sindicato até amanhã. Além disso, deve deixar nome completo, número do RG e telefone de contato.

— A inscrição é gratuita, mas as vagas são limitadas, então pedimos que os interessados entrem em contato o mais breve possível — revelou.

Ato

Antes da viagem, na parte da manhã, está previsto também um ato no quarteirão fechado da rua São Paulo. Segundo Wellington as lideranças do MUD estarão se organizando para realização de panfletagem, sobre a reforma da Previdência, que foi aprovada na última terça-feira pela Câmara dos Deputados.

— Mais uma vez vamos denunciar o que a reforma da Previdência propõe que é acabar definitivamente com o direito de aposentadoria dos trabalhadores — disse.

Aposentadoria ameaçada?

O ato é nacional e, tem como intuito, mostrar a resistência da categoria em relação às mudanças propostas com a reforma da Previdência para os trabalhadores da educação. Da mesma forma está a resistência às medidas de contingência de gastos na área da educação.

A reforma da Previdência causou polêmica desde que foi proposta pela primeira vez, ainda no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB) em 2017. Foram realizadas várias manifestações contrárias à proposta e, com o tempo, embora permanecesse como um fantasma, ficou esquecida pela população. Até que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) reacendeu as discussões ao propor uma reforma ainda mais severa.

Dentre as principais insatisfações do texto da reforma, destaca-se a obrigatoriedade da idade mínima para aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para mulheres.

Além disso, o aumento do tempo de contribuição, de 15 para 20 anos, e o fim das condições especiais para trabalhadores rurais e professores terem direito ao benefício também não agradaram a população.

 

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